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A mesma atitude de Cristo
A mesma atitude de Cristo

A MESMA ATITUDE DE CRISTO

Se por estarmos em Cristo, nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus.

Filipenses 2.1-5

Na carta aos filipenses 2.5, Paulo convida seus leitores a terem a mesma “atitude” de Cristo. Vamos analisar este convite:

 

Do que é que Paulo está falando?

            No versículo 1, o escritor faz algumas perguntas contundentes para seus leitores. É bom estar em Cristo? Faz alguma diferença? Vale mesmo a pena? E vocês se preocupam uns com os outros? Com base nestas perguntas, Paulo dá instruções nos versos 2 a 5 que devem ser consequentes das respostas afirmativas às mesmas: Sejam unidos. Abandonem o egosísmo, a prepotência, ajudem seus irmãos, enfim, tenham a mesma atitude de Cristo.

 

Atitude de Cristo

            A palavra traduzida por atitude no versículo 5 tem o sentido de sentimento, inclinação, convicção, mentalidade. Na sequência, Paulo vai mostrar a atitude e o exemplo de desprendimento, de humildade, de amor que teve o senhor Jesus ao esvaziar-se de sua glória por causa dos seres humanos, pecadores.

 

AS ATITUDES DE CRISTO DURANTE SUA JORNADA TERRENA

            Uma vez que o convite de Paulo é para imitarmos este procedimento do mestre, quero analisar algumas atitudes que observei durante a passagem do filho de Deus por esta terra e os exemplos que ele, sendo quem é, deixou para nós, tão ínfimos.

 

Atitude em relação à família:

Perto da cruz de Jesus estavam sua mãe, a irmã dela, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe ali, e, perto dela, o discípulo a quem ele amava, disse à sua mãe: "Aí está o seu filho", e ao discípulo: "Aí está a sua mãe". Daquela hora em diante, o discípulo a levou para casa.
João 19:25-27

 

            No evangelho segundo João 19.25-27, encontramos Jesus há pouco de sua morte. Ao passear os olhos pela multidão, a ninguém encontra, senão algumas mulheres, João, um discípulo muito amado e Maria, sua mãe.

            A mãe de Jesus – do Jesus humano, terreno, é claro – não o abandonou no momento mais difícil. Estava lá, até a sua morte. Evidentemente, isso não faz dela uma intercessora, mas uma mãe que amou seu filho.

            Maria, a mulher que carregou Jesus em seu ventre por nove meses. Que o amamentou, trocou, cuidou, educou. Preparou o menino para a vida. Sabia, desde que o anjo lhe apareceu, que não o teria para sempre, pois embora nascido aqui, nunca pertenceu a essa esfera de existência. Agora, nos últimos momentos da vida de seu filho, estava ali, sentindo a dor de sua perda. As pessoas em volta caçoando, pois para elas, não era mais que um criminoso, um louco que se dizia filho de Deus. Mas para ela, nada disso importava. Era seu filho.

            O sentimento materno é algo tão incomparável entre os homens, que parece que o cordão umbilical nunca é cortado. A mãe parece sempre ligada ao filho.

            Mas, o que quero frisar é a atitude de Jesus em relação à sua mãe:

            Ele era o filho mais velho. Nenhum de seus quatro irmãos demonstrara - até então - alguma inclinação espiritual. Segundo a lei, o primogênito tinha uma responsabilidade de cuidar de sua mãe na velhice, mas ele partiria dentro em pouco. Assim Jesus, apesar de ser Deus e ter todo o universo para cuidar, não deixou suas responsabilidades de filho. Viu João, o jovem que tão ardentemente o seguiu, moço de boa índole, companheiro fiel e amoroso. “Aí está o teu filho”, “Aí está a tua mãe”.

            Se vamos demonstrar a mesma atitude de Cristo, a mesma mentalidade, o mesmo ponto de vista, não adianta querer começar isso dentro da igreja. Essa atitude cristã precisa ser uma realidade dentro de nossas casas, entre aqueles que amamos. Precisamos lembrar de nossos deveres como filos, como pais, como mães, como irmãos.

Que a atitude de cristo em nossas vidas comece dentro no meio de nossa família.

 

Atitude em relação aos amigos:

Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno.
Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome.
João 15:13-16

            Ao ler o evangelho, no capítulo 15.13-16, vemos outra atitude de Cristo que devemos imitar: suas amizades.

- A amizade de Jesus era baseada na escolha: João escreve que ele escolheu os seus amigos. Pessoas que se valorizam, escolhem com quem andam e andam com pessoas que possam lhe acrescentar algo. Os amigos de Jesus foram homens que continuaram sua obra depois de sua partida, que se reuniam no cenáculo para orar, que não se esqueceram de suas promessas. Eram amigos fiéis que, mesmo havendo um traidor entre eles e enfrentando muitas perseguições por causa do nome de Jesus, nunca negaram essa amizade.

- A amizade de Jesus era baseada na confiança: Amigos de verdade devem ser dignos de confiança. Jesus dividiu seus segredos – transcendentes – a homens que, embora pecadores, falhos, limitados, terminaram suas vidas pregando estes segredos e levando muitos à salvação. Precisamos ser como Jesus, escolher amigos em quem possamos confiar.

- A amizade de Jesus era baseada em sentimentos sinceros: Jesus era um amigo que amava e que ensinava o amor sincero. Amizades por interesses egoístas, falsidades e fingimentos não cabiam no círculo íntimo de Jesus. O único que procedeu assim encontrou um fim muito trágico.

A atitude de Jesus em relação aos seus amigos e que nós devemos imitar é de escolher pessoas que valham a pena para serem nossos amigos, é confiarmos e sermos dignos de confiança, é ter sentimentos verdadeiros, sem falsidade e sem fingimentos.

 

Atitude em relação ao pecado:

Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado.
Hebreus 4:15

 

            Na carta aos hebreus 4.15, o escritor diz que nosso sumo sacerdote compreende e se compadece de nossas fraquezas, pois foi tentado em todo o tipo de tentações, mas sem pecar.

            Em Mateus 4, encontramos Jesus sendo tentado pelo diabo e repudiando todas as suas investidas com a autoridade da palavra de Deus.

            A atitude de Jesus em relação ao pecado é, simplesmente, o repúdio. O mestre não se iludia com as propostas do inimigo, mas olhava para o mais importante: a glória de Deus, a vida eterna, a Nova Jerusalém.

            Que nossa atitude em relação ao pecado seja esta: saber que vale a pena negar às tentações deste mundo, pois o que nos está reservado é muito, é infinitamente maior.

 

Atitude em relação a Deus:

            Embora existam muitos bons exemplos de Cristo, quero tratar de um último que acho importante para todos nós: sua atitude em relação ao Pai.

 

"Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua".
Lucas 22:42

 

            Em Lucas 22.42, no seu medo humano do sofrimento que viria, Jesus faz uma oração angustiada, pedindo ao pai que o livrasse do sofrimento que viria. Mas, submisso e obediente como era, entrega-se à vontade do Senhor.

            A vida de Jesus, mesmo sendo Deus, foi marcada por uma dependência constante do Pai. Retirava-se para orar, meditar. Vivia em comunhão com Deus, mantendo conversas constantes com o Todo Poderoso.

            Outra atitude de Jesus em relação a Deus foi a submissão, a obediência. Era sempre pronto a ouvir a voz do Pai e pronto para realizar a vontade divina.

 

CONCLUSÃO

            Que nossas vidas estejam espelhadas no modelo do senhor. Sei que somos limitados, mas ele também sabe; não espera de nós mais do que podemos fazer. Na verdade, nos ajuda a prosseguir, nos fortalece e capacita a sermos pessoas melhores.

            Lembre-se: Deus nos ama tanto, que deu seu Filho. O Filho venceu por nós e capacitou a vencer. E juntos, o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo que nos capacita e outorga poder do alto para vencermos nossa jornada nesta terra rumo à Nova Jerusalém.

            Com tanta “gente” poderosa do nosso lado, não dá pra perder, não é?

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