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Crescimento Espiritual Através da Palavra
Crescimento Espiritual Através da Palavra

Crescimento espiritual para a Família através da Palavra de Deus

 

Toda a humanidade é como a relva, e toda a sua glória, como a flor da relva; a relva murcha e cai a sua flor”. É assim que Pedro conclui o assunto sobre santidade que propôs no primeiro capítulo de sua carta. Em um primeiro momento, ele convida seus leitores à santidade espelhada em Deus (v. 15) e encerra a questão salientando a incapacidade do homem.

Ora, se a santidade é um requisito de Deus e devemos imitar seu modelo, e se, por outro lado, todo o nosso esforço é como a flor murcha e caída de uma planta seca, como podemos nos livrar desse impasse? O próprio Pedro propõe a resposta no versículo seguinte (25): “mas a palavra do Senhor permanece para sempre. Essa é a palavra que lhes foi anunciada”.

Vejamos, então: Deus exige santidade. O homem é incapaz de proceder em santidade, pois é transitório e fugaz. A palavra de Deus não está sujeita a essa transitoriedade, pois seu autor é eterno. Assim, a Palavra de Deus pode nos ajudar no processo, e isso muito conveniente, pois, segundo Pedro, essa Palavra já foi anunciada entre nós.

 

Crescimento espiritual

A exposição sobre a santidade apoiada na Palavra de Deus serviu de base para o apóstolo escrever o capitulo seguinte: Crescimento espiritual. O capítulo 2 dessa carta discorre sobre alguns deveres para o sadio crescimento em Cristo, com o respaldo da Palavra de Deus.

Como crescer através da Palavra de Deus? Meu objetivo é aplicar este texto ao ambiente familiar, dada a realidade de decadência espiritual, social e moral que assola a família na sociedade atual.

 

Pedro começa dizendo que o ingrediente necessário para o crescimento espiritual já está à nossa disposição: “essa a Palavra anunciada entre nós”. Com base nesta palavra, ele dá instruções para o crescimento espiritual sadio:

 

1. Livrar-se do comportamento inconveniente

1Pe 2.1: Portanto, livrem-se, pois, de toda maldade e de todo engano, hipocrisia, inveja e toda espécie de maledicência.

 

Uma vez que a Palavra está entre nós e é eficaz para nos ajudar e outorgar poder de Deus para sermos melhores, Pedro nos convida a nos livrarmos das práticas que fazem mal.

Quer dizer, o homem é como a erva que murcha, mas a Palavra de Deus permanece para sempre; se este homem frágil receber a palavra inabalável, tornar-se-á inabalável também, de modo que passa a ter condições para lidar com estes comportamentos mundanos. Dito isso, vamos nos voltar à família:

 

Imagine o mal que a malícia traz a um lar. Um marido que pensa maldade em tudo o que vê na esposa (e vice-versa). Cada vez que ela se arruma, ele imagina uma traição. Uma pai que só espera o pior dos filhos; sempre desconfia que está “aprontando” algo de errado. Um lar assim não pode crescer, pois a confiança é a base de qualquer relacionamento.

A palavra de Deus ensina que “o amor não suspeita mal” (1Co 13.5), ou seja, não é malicioso. Assim, Pedro nos ensina a nos livrarmos dos pensamentos maliciosos que nos levam a esperar o mal dos que estão ao nosso redor. Essa desconfiança abala a estrutura dos relacionamentos e a família não cresce.

 

O engano e a hipocrisia são inimigos destrutivos da estrutura familiar. Como pode haver confiança e entrega verdadeiras em um lar onde impera a mentira? Devemos ser educados, ponderados e pensar muito antes de falar, para não machucarmos às pessoas que amamos. Mas, isso não deve ser feito à custa da mentira. A verdade mais feia e mais dolorosa é melhor do que uma mentira adornada, enfeitada. Além disso, Deus abomina toda a forma de mentira; Ele ensina que esta tem origem no diabo, que é mentiroso desde o princípio e pai da mentira. Para que nossa casa seja edificada e cresça sob a bênção de Deus, devemos abandonar toda a prática da mentira e amar a verdade.

 

Outro abalo à estrutura do lar são as murmurações ou maledicências, ou seja, as ofensas e reclamações constantes. Reclamr de tudo é um hábito muito negativo. Existem pessoas que têm uma terrível facilidade para observar o lado ruim das coisas e, assim, vivem tristes, chateadas, machucadas com alguma coisa.

Aos efésios, Paulo diz que nossa boca só deve proferir palavras que sejam úteis para edificar. Aos filipenses, diz que devemos pensar no que é proveitoso, casto, santo.

Precisamos aprender a firmar nossa mente em Cristo e ver as coisas sob o ponto de vista divino; como disse Paulo, temos a mente de Cristo e somos capazes de preenchê-la com o que é dele, abandonando as murmurações, o mau humor, as conversas negativas.

A palavra de Deus é minha força para me livrar do comportamento inconveniente.

 

 

2. Desejar o crescimento pela Palavra

1Pe 2.2:Como crianças recém-nascidas, desejem de coração o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçam para a salvação,

 

O cristão deve amar e desejar a Palavra de Deus. Este é o leite racional, leite inteligente. Não basta estar na igreja e ouvir o que é ensinado. O apóstolo diz: desejem com afeto, com emoção, com carinho este leite.

O leite é dado para a criança ao nascer e, segundo especialistas, deve ser o único alimento até os seis meses de idade, pois é fonte rica em vitaminas que ajudam no desenvolvimento saudável e protege contra infecções por toda a vida. Aqui, Pedro diz que o leite que dará este crescimento ao homem renascido regenerado, é a Palavra de Deus. A a Bíblia serve de alimento saudável, com as propriedades necessárias para crescermos protegidos contra todo o mal.

Assim como a criança nasce com o desejo único de ter o leite da mãe, que nosso desejo “faminto” seja matar a fome na palavra de Deus.

 

 

3. Aproximar-se de Cristo pela Palavra

1Pe 2.4: À medida que se aproximam dele, a pedra viva — rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa para ele

 

Um abalo estrutural perigosíssimo a qualquer lar é a ausência de Deus. O homem precisa estar perto do Senhor. O marido deve tomar sua posição de líder espíritual no lar, orando, ensinando, levando a família à igreja e dando exemplo de fé e temperânça; a mulher deve tomar sua posição de orar e ensinar os filhos, mantendo o ambiente espiritual no lar; os jovens devem lembrar do que é realmente importante: amar a Deus e viver em Sua vontade.

 

O escritor do salmo 42 faz uma analogia interessante sobre estar perto de Deus:

Salmo 42.1, 2: Assim como a corça suspira pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?

 

A água é vital para a sobrevivência do ser humano. A desidratação pode causar sede exagerada, ressecamento da pele, olhos fundos, ausência da produção de lágrimas, diminuição da sudorese, dor de cabeça, sonolência, tonturas, fraqueza, cansaço e aumento da frequência cardíaca e, se não for logo tratada, podem surgir queda de pressão arterial, perda de consciência, convulsões, coma, falência de órgãos e morte.

 

O salmista compara a falta da água com a falta da presença de Deus. Essa desidratação espiritual tem causado sintomas terríveis no mundo: decadência moral, cegueira e morte espiritual, guerras, prostituição, homossexualismo, vícios em bebida e drogas, adultérios, destruição familiar, morte eterna. A água da presença de Cristo é o que reidrata o homem e cura estes sintomas destrutivos e letais.

 

O salmista usa a figura da corça. Esse pequeno antílope usa as águas como refúgio contra os predadores. Ao perceber a aproximação do predador, ele suspira por alguma torrente e corre até ela. Ao mergulhar, dissipa seu cheiro, de modo que o predador perde o faro.

O homem vive uma guerra constante nesta terra. O alvo principal das hostes espirituais da maldade é a família, a célula fundamental da sociedade e da igreja. Assim como o pequeno cervo, não temos armas naturais para combater estes famintos predadores. Nossa única saída é fugir, esconder na presença de Deus. É mergulhar em Cristo, onde estaremos seguros, protegidos desta guerra conta o inimigo.

 

O resultado

 

1Pe 2.5: vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo.

 

O resultado é nos tornarmos rochas firmes para a edificação espiritual. É uma casa que não cai, não oscila, não se abala.

O homem que em 1Pe 1.24 comparou a uma erva que murcha e perde toda a sua glória, agora em 1Pe 2.5 é comparado a uma pedra própria para uma construção espiritual, da qual Deus é o arquiteto.

 

Para que nossa casa cresça na vida espiritual e, consequentemente, na harmonia, na paz, na comunhão e nas conquistas, precisamos nos desfazer dos comportamentos mundanos, desejar crescer de verdade e fazer isso pertinho de Jesus.