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Manual para pregadores - Pr. Djalma Ambrósio
Manual para pregadores - Pr. Djalma Ambrósio

Manual para pregadores iniciantes e obreiros

 

Introdução:

 

Estando próximo de completar 60 anos de idade, ainda lembro a minha infância e de quando aos 6 anos comecei a freguentar os cultos  da denominação onde até hoje permaneço servindo ao Senhor pela graça de Deus. Assisti o inicio dos trabalhos na minha Cidade, vi o crescimento dessa Igreja. O prédio onde começou foi a casa onde meus pais residiam e vivi até a adolescência. Nesse ambiente maravilhoso conheci os obreiros e vi as tarefas que executavam mesmo não tendo as instruções pertinentes ao oficio que cumpriam, alguns foram excelentes no que fizeram outros porem deixaram a desejar, no entanto faziam seu trabalho por amor. A nomenclatura dos cargos existentes na época são os mesmos da atualidade exceto alguns cargos que surgiram a partir da década de 80.  Como nos tempo de outrora, vemos nos dias de hoje alguns com atitudes exageradas e até absurdas que fazem o trabalho com amor, mas sem o devido preparo que a tarefa exige.

 

Nossa proposta nesse simples trabalho não é esgotar o tema haja vista a sua complexidade, mas trazer ao lume a importância dos recursos Teológicos disponíveis bem como os benefícios que eles proporcionam. Definiremos de maneira sucinta o que é Homilética, o que ela pode fazer para ajudar os pregadores, a necessidade dela na escolha dos temas e no desenvolvimento dos sermãos. Abordaremos a importância da Bíblia, ou seja, dos textos bíblicos, vamos propor algumas sugestões sobre postura e atitudes do ministro ou pregador diante do publico dando exemplos que não são recomendáveis e os que são ideais, ou seja, mais adequadas nos momentos de cumprir a missão de pregar, dirigir cultos no templo e fora dele e ministrar cerimônias.

 

HOMILÉTICA

Definição: O termo vem da palavra grega HOMILIA. O verbo HOMILEIN era usado pelos gregos para expressar o sentido de “relacionar-se, Conversar, estar juntos” – e nos primeiros séculos da Era Cristã, o termo passou a ser usado para denominar a “arte de pregar sermões”. Daí deriva o sentido HOMILÉTICA.

Sua tarefa não se limita a princípios teóricos, mas concentra-se grandemente no treinamento prático.

O objetivo principal da Homilética é de orientar os pregadores na preparação de sermões. Convém notar que a Homilética não é a mensagem. Ela disciplina o pregador para melhor entregar a mensagem. Não nos esqueçamos: A mensagem é de Deus ( Ef. 6.19 – Col. 4.6).

Ela ensina o pregador onde e como se deve começar e terminar o sermão e tem por objetivo convencer os ouvintes, seja no campo político, forense, social ou religioso.

Por esta razão a Homilética encontra-se diretamente ligada à eloqüência (Eloqüência é a capacidade de convencer pelas palavras).

A Homilética teve início na Grécia antiga no século V a.C.; através do professor Córax e seu discípulo Tísias. “ Tísias tornou-se o discípulo mais famoso de Córax. Quando Córax lhe cobrou as aulas ministradas, Tísias recusou a pagar, alegando que, se fora bem instruído pelo mestre, estava apto a convencê-lo de não o cobrar, e, este não ficasse convencido, era porque o discípulo ainda não estava devidamente preparado, fato que o desobrigava de qualquer pagamento. O resultado é que Tísias ganhou a questão”.

Entre os gregos algumas qualidades eram exigidas do orador, dentre elas, destacamos: Memória, habilidade, inspiração, criatividade, entusiasmo, determinação, observação, teatralização, síntese, ritmo, voz, vocabulário, expressão corporal, naturalidade e conhecimento.

 

AS BASES DO SERMÃO

A Bíblia é a fonte principal da pregação do cristão. Um sermão sem texto bíblico por base é igual à árvore cortada na raiz. A base de um sermão é o seu texto bíblico. É impossível desenvolver um sermão, por exemplo, sobre fé, arrependimento, amor de Deus, ressurreição etc., sem base bíblica. A importância de um texto, a sua escolha e colocação no sermão, serão estudadas neste ponto. O texto na predição refere-se à porção escolhida das escrituras no qual o sermão será desenvolvido. Entre os cristãos depois do primeiro século, o uso de textos nas pregações, quase foi deixado de lado, contrariando os princípios Judeus de ler textos amplos nas sinagogas conforme: Ne 8:8; At. 13.27; 15.21.

 

CINCO RAZÕES DA NECESSIDADE DO TEXTO BÍBLICO NA PREGAÇÃO.

1- Dá autoridade à mensagem;

2- Exercem influencia restritiva, para o pregador se manter dentro do tema;

3- Unificam o sermão;

4- Preparam o auditório para o sermão;

5- Servem para promover variedades na pregação.

 

A ESCOLHA DOS TEXTOS

É fundamental a escolha de textos para uma pregação. A escolha deve ser feita com sabedoria e espírito de oração.

O texto para o sermão deve ser escolhido da seguinte forma:

1- Claros e objetivos que não haja dificuldades hermenêuticas;

2- Devem estar dentro dos limites de capacidade do pregador, claros e expressivos, para que ao expor o sermão, não desaponte o auditório;

3- Que despertem o interesse do auditório para que possa ser lembrado com facilidade.

 

O TEMA DO SERMÃO

O tema é o assunto da mensagem. É a verdade central do sermão. Um sermão sem um tema que coordene o seu desenvolvimento é como um navio sem leme, andando a deriva. Define-se o tema, a matéria de que se vai falar ou tratar no sermão. É a idéia central do sermão, isto é, o assunto dele.

TEMA – Dá nome ao assunto. É a síntese do assunto em discussão.

 

REQUISITOS IMPORTANTES PARA ESCOLHA DE UM TEMA

1- Escolher temas de fácil comunicação;

2- Escolher temas que produzam bênçãos;

3- Escolher temas apropriados à época, lugar e ocasião.

 

TIPOS DE TEMAS

Os tipos de temas são diversos, mas os princípios que se originam não mudam.

Um sermão precisa ter estrutura, o que exige unidade Homilética.

Três REQUISITOS da unidade Homilética:

1- O sermão deve ter um só tema;

2- O sermão deve ter um propósito específico;

3- No sermão deve ser empregado unicamente o material de elaboração mais apropriado, tanto para o tema, como para o propósito específico.

Eis alguns tipos de temas:

a) Tema em forma de pergunta: "Que farei de Jesus chamado Cristo?”. "Que farei para herdar a vida eterna?”. "Que posso fazer para me salvar?”

b) Tema sobre forma de uma palavra ou frase: "Fé" "Sem fé é impossível agradar a Deus"

c) Tema em forma de uma declaração;

d) Tema histórico;

e) Tema imperativo.

 

TÍTULO

Há uma distinção entre tema e título do sermão.

O título do sermão é o nome que a ele se dá, ou seja, é o seu encabeçamento. O propósito primordial de um título é o de mostrar a linha de pensamento que se vai apresentar no sermão. O tema envolve todo um sermão. O título é o nome que se dá a esse todo. O título deve ser bem sugestivo para que possa despertar a atenção ou a curiosidade. Tem de ser atraente, não pelo uso de mera novidade, mas por ser de vital interesse às pessoas. O título deve relacionar-se com as situações e necessidades da vida. – O título não deve ser negativo, e sim de natureza declarativa, interrogativa ou exclamativa.

 

PREPOSIÇÃO

É aquilo que se vai propor no sermão. É uma tese. A preposição é uma declaração na forma mais concisa possível. É a informação aos ouvintes do que se pensa dizer acerca do tema. É a APRESENTAÇÃO do que se deve ser explicado ou provado.

 

REQUISITOS DA MENSAGEM

a) Estar ajustada ao destinatário;

b) Possuir conteúdo significativo (palavras sem nexo não constituem mensagem);

c) Apresentar sentido claro (muitas vezes as mesmas palavras oferecem sentido diverso para pessoas diferentes);

d) Estar completa;

e) Ser objetiva (inserida na realidade);

f) Ser oportuna.

 

ESTRUTURA DO SERMÃO

A estrutura do sermão é a organização do sermão com suas divisões técnicas, que servem para orientar o pregador, na sua INTRODUÇÃO, PLANO E CONCLUSÃO.

 

INTRODUÇÃO

É a parte do sermão que serve como ponto de contato entre o pregador e o auditório. (Obs. normalmente a introdução é a última parte a ser feita na preparação do sermão). A Introdução ou exórdio é inteiramente preparatória. É mostrar em síntese o sermão. A Introdução deve ser breve, apropriada, interessante e simples. Na Introdução, o pregador conquista ou perde a atenção do auditório. "Um sermão bem começado é meio caminho andado" (o pregador deve excluir o "EU", principalmente na Introdução).

 

O PLANO

O plano tem a ver com a ordem das divisões. Esta parte é chamada também de movimento do sermão. O plano é a discussão da prédica, é o esqueleto com as partes colocadas em seus lugares. Ao dar início ao movimento de esboço ou plano do sermão, o pregador já deve ter estabelecido o seu ponto de contato com o auditório e despertado o interesse dos ouvintes pelo assunto que vai apresentar.

1- O sermão deve possuir uma ordem própria nas divisões:

a) Dar ordem lógica aos pontos e sub-ponto;

b) As divisões devem obedecer a uma ordem ascendente, isto é, os argumentos mais fortes devem conduzir os argumentos mais fracos;

c) A ordem do esboço deve ser cronológica.

 

CONCLUSÃO

Na Conclusão, o pregador deve apresentar o clímax de sua pregação. A aplicação final e definitiva de todo sermão está na Conclusão. Esta parte é tão importante quando a introdução.

A Conclusão deve ter várias aplicações:

1. Recapitulação. Não significa pregar outra vez, mas relembrar;

2- Narração. Narrar um fato que sirva de aplicação;

3- Persuasão deve levar o ouvinte a uma decisão;

4- Convite deve ser inteligente, claro, insistente, sério e espiritual.

  

ESPÉCIE DE SERMÃO

1- Sermão tópico ou temático;

2- Sermão textual;

3- Sermão expositivo.

 

SERMÃO TÓPICO

No sermão tópico ou temático o pregador pode exercer sua capacidade analítica e imaginativa, para usar diferentes modos de dividir o assunto que deseja apresentar.

 

SERMÃO TEXTUAL

O plano do Sermão textual é tirado do texto. Suas divisões são encontradas nas próprias palavras escolhidas para se basear o Sermão.

As divisões do Sermão textual podem ser:

1° Divisão natural;

2° Divisão analítica;

3° Divisão sintética.

Exemplo de Divisão natural:

I Cor. 13.13, apresenta três divisões naturais, cujo tema tirado do texto fica a critério do pregador.

1ª Divisão: Fé;

2ª Divisão: Esperança;

3ª Divisão: Amor.

Exemplo de Divisão analítica.

Este tipo de Divisão baseia-se em perguntas: quem? Que? Quando? Como? E onde?

As melhores divisões são formadas pelas partes principais do texto e apresentadas na mesma ordem em que ali aparece.

Exemplo: Lc. 15.17-24.

Tema: Arrependimento do filho pródigo.

a) Reconheceu seu estado perdido;

b) Resolveu voltar ao lar;

c) Confessou seu pecado;

d) Foi recebido e perdoado;

e) Reconquistou seus direitos perdidos.

 

DIVISÃO SINTÉTICA

A Divisão sintética dá ao pregador o direito de organizar seu esboço sem se preocupar com a ordem do texto. A palavra sintética é relativa à síntese do resumo. O pregador pode sintetizar ou resumir as partes do texto.

Exemplo: Mc. 6.34-38

Tema - Despenseiros de Deus.

a) Visão v. 34,38;

b) Compaixão v. 35; 

c) Provisão v 37;

 

SERMÃO EXPOSITIVO

O Sermão expositivo é o que faz a exegese do texto escolhido. É o desenvolvimento de uma verdade contida em uma passagem bíblica. É um método que exige estudo e tempo da parte do predicante na preparação do que vai expor. O Sermão Expositivo é primordialmente bíblico, porque se ocupa em interpretar literal ou figurativamente.

Alguns conselhos úteis ao uso de SERMÕES Expositivos:

a) Não fugir do texto;

b) Ser prático na aplicação da passagem exposta;

c) Estudar plenamente o texto;

d) Evitar a monotonia;

e) Cultivar a meditação e a oração que é a fonte da inspiração;

f) Cultivar a leitura sistemática da bíblia;

g) Procurar sempre despertar o interesse da igreja por este tipo de Sermão.

Exemplo: Tema: Cristo Senhor - Colossenses capítulo 1

1 - Saudação v.1-12

a) Saudação inicial de Paulo, vs. 1-2;

b) Ação de Graça - vs. 3-8;

c) Intercessão pelos Colossenses - vs. 9-12;

2 - Cristo Senhor Pleno

a) Senhor da redenção - vs. 13-14;

b) Senhor da criação - vs. 15-17;

c) Senhor da igreja universal - vs. 18-20;

d) Senhor da Igreja local em Colossos-vs. 21-23;

3 - Cristo o Senhor do ministério de Paulo-vs. 24-29

a) Um ministério de sofrimento. v.24 ;

b) Um ministério de serviço. vs. 25-27;

c) Um ministério de responsabilidade. v.29;

d) Um ministério pastoral v. 28.

 

AS DIVISÕES DO SERMÃO

Quatro requisitos são indispensáveis à elaboração das divisões:

a) Uniformidade

Um sermão tem de ser uniforme, isto é, invariável nas suas divisões. Se a forma dada ao sermão for à tópica, todo sermão deve ser desenvolvido nesta forma. Todos os pontos principais devem tanger a mesma classe de relação com o tema.

b) Simetria

É a harmonia resultante de certas combinações e proporções regulares. É o que forma a posição das partes que estão de lados oposto em perfeita harmonia.

c) Transição

Este requisito trata do cuidado que o pregador dever ter na passagem de um ponto para outro. Em cada divisão o pregador dever fazer uma ponte de passagem para o ponto seguinte, essa ponte servirá para evitar um salto precipitado.

d) Pertinência

O assunto exposto no começo dever ser o mesmo até o fim do sermão. A unidade deve estar na pertinência dos pontos principais entre si e com o tema do sermão.

 

REGRAS BÁSICAS PARA O PREGADOR:

a) Basear-se em fatos;

b) Dominar os fatos;

c) Separar os fatos interessantes;

d) Captar a atenção desde o início;

e) Manter a expectativa e curiosidade;

f) Somente citar casos relacionados com o assunto;

 

POSTURA DO PREGADOR OU PRELETOR

Não recomendada

a) Rígida;

b) Negligente.

Ideal

Em pé, com naturalidade.

 

MÃOS E BRAÇOS

Não se recomenda

a) Mãos nos bolsos;

b) Braços cruzados;

c) Corpo apoiado sobre o púlpito, mesa ou cadeira;

d) Dar socos na mesa ou no púlpito;

e) Gesticulação exagerada.

Recursos permitidos desde que moderados

a) Dedo em riste;

b) Estalar os dedos;

c) Acenar com as mãos;

d) Levantar ambas as mãos.

 

OLHAR

Não se recomenda

a) Fixar em um só ponto ou objeto;

b) Fixar em uma determinada pessoa;

c) Vacilar o olhar, como quem procura algo perdido;

d) Em caso de um culto gravado, não fixar o olhar nas câmeras de vídeo.

Ideal

Dividir o auditório em quatro partes para uma completa visualização e procurar fixar os componentes do auditório nos olhos.

 

TIMBRE DE VOZ

Evitar

a) Eloqüência exagerada;

b) Monotonia;

c) Repetir a mesma ênfase;

d) Pausas acentuadas.

Ideal

a) Falar com clareza (boa pronuncia);

b) Efetuar variação na cadência;

c) Entonação e energia;

d) Voz agradável.

 

ERROS COMUNS A SEREM EVITADOS

a) Iniciar a mensagem com justificativas: não sei falar, não sou orador, não estava preparado, etc;

b) Excesso de austeridade;

c) Ser presunçoso ou arrogante;

d) Resmungos: Ah... Hum... Bem... Aí... Né... E Daí... etc;

e) Cacoetes.

 

APRESENTAÇÃO PESSOAL

Cuide de sua apresentação pessoal, pois a primeira impressão é a que fica! Uma pessoa não precisa estar ricamente trajada para estar bem vestida. Quanto à maneira de vestir-se é importante que a pessoa esteja sempre bem cuidada.

Interpreta-se por “bem cuidada” a pessoa que traz:

a) Unhas limpas;

b) Cabelos em ordem e penteados;

c) Sapatos limpos e lustrados;

d) Asseio corporal (banho, desodorante, barbear-se, dentes escovados, etc);

e) Dentes cuidados (naturais ou postiços) proporcionam sorriso sem constrangimento;

f) Trajes sóbrios e decentes, combinados com bom gosto.

Obs: - Se a pessoa tem dificuldades financeiras, não deve usar isto para desleixo ou falta de asseio. A roupa usada, porém lavada e bem passada, compõe melhor quem a veste, do que a melhor roupa que não esteja bem lavada e bem passada.

LEMBRE-SE: “O nosso corpo é o Templo do Espírito Santo” (1 Co.6: 19 e 20)

 

ATITUDES IMPRÓPRIAS NO PÚLPITO:

a) Contar gracejos, anedotas. Usar vocabulário vulgar. (não confundir isto com ilustrações);

b) Manter as mãos nos bolsos o tempo todo, na cintura ou para trás;

c) Coçar-se, especialmente de modo inconveniente;

d) Exibir lenços sujos, especialmente por ocasião da Ceia do Senhor;

e) Falar de olhos fechados ou arregalados, bom como olhar demoradamente para cima ou para o piso como se tivesse perdido algo;

f) Falar gritando o tempo todo;

g) Molhar o dedo na língua para virar a pagina da Bíblia;

h) Não pular nem gesticular demasiadamente;

i) Limpar as narinas no púlpito;

j) Bater o pé no chão com força repetidamente e dar murros na plataforma com estardalhaço;

k) Fazer cacoetes ou tiques mímicos ou fônicos. Exemplos de tiques fônicos: “Eh”, “Há”, quando em dúvida, pausa, indecisão ou dificuldade;

l) Dosar o tempo:

TESTEMUNHO: até 05 ( cinco minutos ).

UMA PALAVRA: até 10 ( dez ) minutos.

UMA SAUDAÇÃO: até 05 ( cinco ) minutos.

PREGAÇÃO: até 40 ( quarenta ) minutos.

m) Escorar-se no púlpito ou segurá-lo, exceto para completar a mensagem, isto é, dar-lhe dimensão mediante a linguagem gestual;

n) Orações longas no púlpito! Orações muito longas no púlpito pode ser indicação de pouca oração em casa;

o) Arrumar o cabelo, a gravata e a roupa em geral, quando no púlpito;

p) Não copiar o modelo de outros preletores, porque nunca da certo. Procure melhorar, mais sendo sempre o que você é de fato. O problema começa quando você tenta mostrar ser o que você não é.

 

DIREÇÃO DE CULTOS

1º) CULTO DE ORAÇÃO

O Culto de oração é essencialmente para crentes. Às vezes a presença de pessoas não crentes nele se admite. O Cuidado na direção dos cultos de oração deve ser de primeira ordem, pois nestes cultos o povo de Deus vem buscar soluções para os seus problemas. Nele se fazem pedidos muitas vezes angustiosos, mas a ordem deve ser observada. Todos devem orar a Deus nas reuniões. Isto é agradável e salutar, pois oferece a cada um a liberdade de apresentar a Deus os seus pedidos. Pode ainda agradecer e louvar a Deus por todas as benções recebidas. Mas também é bíblico que essa liberdade não leve os crentes a uma gritaria carnal, que dá má impressão. Conforme relata no livro de Atos os crentes em Jerusalém todos “unânimes levantaram a voz a Deus”, mas também devemos meditar no fato de que, apesar de haverem unânimes levantados a sua voz a Deus, todos ouviram o que se dizia (At. 4.24,31) e a oração foi tão poderosa, que moveu o lugar em que estavam reunidos, e todos foram cheios do Espírito Santo.

2º) CELEBRAÇÃO DA CEIA DO SENHOR:

A Ceia do Senhor é um memorial que representa a mais sublime festa da igreja aqui na terra. É um ato por demais solene, e quem o oficia deve Ter o pleno conhecimento bíblico acerca dele. Textos bíblicos que falam do ato: (Mt.26.26; Mc. 14.22-26; I Cor. 11.23-32).

Qual o intervalo estipulado na bíblia para se realizar a Ceia? Jesus disse: “Todas às vezes”

O que fazer com o pão e o vinho que sobrou? – Esta questão é salutar.

Quem deve participar da Ceia? – Todos os crentes batizados nas águas e em comunhão com a igreja.

Pessoas de outras denominações? – Lembre-se a Ceia é do Senhor.

CELEBRAÇÃO DE NOIVADO

Ficar noivo é o costume adotado na nossa sociedade por quem pretende assumir o casamento. Sugere uma atitude séria e uma decisão definida dos que resolveram ficarem noivos. Não é prudente realizar um culto no templo para realização de um noivado, por se tratar de um ato estritamente familiar, e entre amigos mais chegados, e nunca no templo, em ato público, como se fosse um casamento.

Textos bíblicos: Gn. 24.58-61 – Salmo 1.1-3 Pv.16.1 Mt. 18.19 Lc. 6.47-48

Após a leitura, o oficiante fará uma explanação embasada no texto lida e aproveitará para dizer ao casal que a responsabilidade agora é muito maior, tanto diante da família como da sociedade e principalmente diante de Deus. Dirá ainda que o noivado não abre caminho para a prática de atos amorosos que só são cabíveis dentro do matrimônio.

CELEBRAÇÃO DE CASAMENTO

Leitura bíblica: Gn. 2.18-24 Hb. 13.1a. Ef. 5.22-33 Jo. 21.11, etc.

APRESENTAÇÃO DE CRIANÇAS

Leitura bíblica: I Samuel 1.20,24-28; 3.19.

FUNERAL

Este cerimonial do ponto de vista humano é sem dúvida o que menos agrada ao ministro oficiante, porém não se deve fugir ao dever do oficio. Cabe, portanto, ao oficiante da cerimônia fúnebre observar as seguintes recomendações:

a) Conhecer a condição espiritual e o testemunho da pessoa falecida, a fim de evitar pronunciamentos inverídicos que possa criar constrangimentos;

b) Conhecer os membros da família antes de iniciar a cerimônia;

c) Conhecer o local e horário do sepultamento com segurança;

d) Iniciar a cerimônia sempre com uma oração;

e) O tom de voz deve ser moderado – Nunca como se estivesse pregando numa cruzada evangelística ou no púlpito;

f) Leitura da palavra: I Ts. 4.13-18 II Co. 1.5-7; 5.1-10 I Co. 14.39-55 Ap.14.13; 21.3-4 etc:

g) Estabelecer limite de tempo para a palavra;

h) Os cânticos só deverão ser entoados com autorização da família. Nunca por iniciativa do oficiante ou de pessoas alheias a família, para evitar que alguém se sinta ferido;

i) Os cânticos devem ser entoados em tom de piano (baixo).

 

UNÇÃO COM ÓLEO

A unção com óleo tem sido matéria duramente discutida por alguns ministérios, e muita polêmica têm se levantado em torno do assunto. Não será necessário fazer qualquer comentário em torno do assunto, visto que a bíblia define com clareza este tema não deixando qualquer brecha. Ao abrirmos o livro de Tiago 5.14-15 – e analisarmos o texto, temos de explicar o seguinte:

a) A unção é praticada pelos presbíteros (os pastores são também chamados de presbíteros), não é biblicamente, função de mais ninguém;

b) Não se deve sair oferecendo unção. A bíblia diz “Chame os presbíteros”.

c) Observar se o lugar onde se encontra o enfermo não oferece impedimento para efetivação do ato (Às vezes o estado do enfermo exige cuidados rigorosos do médico, e nestes casos é prudente comunicar ao médico);

d) O local da unção (aplicação do óleo), não é o da enfermidade como era feito de acordo com os costumes daquela época. Estamos autorizados a ungir o enfermo e não a enfermidade;

e) Fazer o enfermo beber óleo e um procedimento totalmente extra bíblico – Deus não se acha na obrigação de responder pelas ações que se praticam fora do contexto bíblico;

f) É necessário que se diga ao enfermo que o óleo é usado tão-somente como um símbolo do Espírito Santo e quem têm a virtude de curar é a oração da fé. (muitos não fazem outros acham desnecessária esta pratica porem o texto bíblico autoriza).

CULTO NOS LARES

O culto nos lares é sem dúvida uma das melhores oportunidades que a igreja dispõe para evangelização. Faz-se necessário que o responsável pela sua realização deve estar preparado para tal fim. Neste culto comparecem os vizinhos não crentes, irmãos de outras denominações, neste culto deveram seguir as seguintes recomendações:

a) Iniciar sempre no horário marcado;

b) Não fazer acepção de pessoas, ao cumprimentá-los, como por exemplo, cumprimentar os irmãos em Cristo com a paz do Senhor e outros com boa noite, ou, A paz do senhor para os irmãos e os ouvintes uma boa noite de salvação. Esse tipo de saudação esta incorreta, pois, a saudação deve ser igual para todos;

c) Ao iniciar a oração na residência, somente à pessoa incumbida da oração deve orar, os demais devem ficar em espírito, ouvindo, ou confirmando com a expressão Amém;

d) Não falar sobre nenhuma hipótese de fotografia, ou imagens de adoração sobre a parede, muito menos, solicitar para que retire;

e) Não se envolver em assuntos doutrinários, que cabe ao pastor da igreja;

f) Não falar sobre usos e costumes.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Lamentavelmente existem muitos ministérios, obreiros e pregadores na atualidade tendo uma visão distorcida, ministrando e tentando pregar nas línguas originais do grego koinê do primeiro século da era cristã, para um povo que nem português fala direito, com linguagem teológica do século X, com liturgia e música do século XVI, com vestimentas do século XIX e tentando comunicar no século XXI, fica difícil não?

Quem está ou deseja o ministério e quer continuar falando as pessoas vai precisar estar constantemente se reciclando e atualizando .Ou nós mudamos e nos atualizamos, ou simplesmente vamos ficar falando sozinhos, ninguém vai parar para ouvir alguém que se tornou “jornal de ontem”, ninguém mais lê!

 

 

BILBIOGRAFIA:

Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia – Champlin, R.N – Hagnos.

Manual bíblico Vida Nova – Vida Nova.

A bíblia em Esboços – Hagnos.

Pregação ao Alcance de Todos – Reifler, Hans Ulrich – Vida Nova.

Enciclopédia e Dicionário Ilustrado KOOGAN / HOUAISS - Delta

A Bíblia TEB – Edições Paulinas/ Loyola.

Bíblia de Jerusalém – Edições Paulinas.

Bíblia de Estudo NTLH – SBB.

 

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