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Metodologia Científica
Metodologia Científica

Metodologia Científica da Pesquisa

Professor Max Clayton Marques

Cohen University Theological Seminary


1 INTRODUÇÃO

 

 

Metodologia científica é o conjunto básico de regras desenvolvido pela ciência com o fim de coletar evidências observáveis e empíricas de forma lógica e racional, a fim de acumular, analisar, sistematizar e produzir o conhecimento, para o desenvolvimento do saber, bem como para a elaboração de trabalhos acadêmicos completos e devidamente normatizados. É o funcionamento do conhecimento científico.

 

A metodologia científica tem sua origem no pensamento de René Descartes, que propôs a possibilidade de chegar à verdade através da dúvida sistemática e da divisão do problema em pequenas partes, pensamento que se tornou a base para a pesquisa científica e que foi desenvolvido empiricamente pelo físico inglês Issac Newton. Contudo, o filósofo francês Edgar Morin elaborou mais recentemente um método onde a divisão é substituída por uma visão sistêmica, do todo. Logo, em contraste com o método cartesiano, esse novo paradigma é chamado de Teoria da Complexidade. De uma ou outra forma, a metodologia cientifica visa estabelecer métodos, padrões, caminhos para a pesquisa e apresentação do saber.

 


2 TIPOS DE CONHECIMENTO

 

Conhecer é incorporar um conceito novo ou original sobre um fato ou fenômeno qualquer; isso surge das experiências que os homens acumulam ao longo de sua existência, através de experimentos, relacionamentos interpessoais, leituras de livros e artigos científicos.

Criar e transformar o conhecimento são capacidades peculiares ao ser humano, o único ser capaz de criar um sistema de símbolos para registrar suas experiências e eternizá-las para futuras gerações. Essa característica difere o homem dos animais.

Esse sistema de símbolos utilizado durante a história do homem enquanto ser intelectual permite a ordenação e a previsão dos fenômenos.

O conhecimento só é perceptível através da existência de três elementos: o sujeito cognoscente (que conhece) o objeto (o que é conhecido) e a imagem. O sujeito é quem irá deter o conhecimento, o objeto que será conhecido, e a imagem é a interpretação do objeto pelo sujeito. Neste momento, o sujeito apropria-se, de certo modo, do objeto. “O conhecimento apresenta-se como uma transferência das propriedades do objeto para o sujeito”. (Ruiz, João. Metodologia científica).

A seguir, são relacionados os tipos de conhecimento presentes na realidade humana.

 

 

2.1 CONHECIMENTO EMPÍRICO

 

 

Esse tipo de conhecimento não se origina da pesquisa científica, mas é adquirido através de ações não planejadas, do cotidiano, fruto das experiências sociais e humanas, da relação do ser com o mundo. Todo ser humano apodera-se gradativamente deste conhecimento, ao passo que lida com sua realidade diária. Não é o resultado direto do ato reflexivo, mas ocorre espontaneamente. É um conhecimento do tipo abrangente dentro da realidade humana. Não está calcado em investigações.

O conhecimento empírico, então, é o senso comum, passado entre gerações; baseado na imitação e experimentação pessoal; empregado no cotidiano, sem aplicação de estudo e método científico.

 

 

2.2 CONHECIMENTO FILOSÓFICO

 

 

O conhecimento especulativo a respeito dos fenômenos nos mais diversos âmbitos; essa especulação gera conceitos subjetivos. O conhecimento filosófico é fruto do raciocínio e da reflexão humana com propósito de dar sentido aos fenômenos gerais do universo, ultrapassando os limites formais de ciência. Filosofia significa amor ao saber; é caracterizada pelo uso da razão nos questionamentos quanto aos problemas humanos; seu objeto são as ideias, as relações conceituais.

 

 

2.3 CONHECIMENTO TEOLÓGICO

 

 

O conhecimento teológico é entendido como revelado pela fé no divino, na crença religiosa. Por sua própria origem, não pode ser confirmado ou negado, mas depende da formação moral e das crenças de cada indivíduo.

É baseado em proposições sagradas apoiadas em doutrinas; é um conhecimento não verificável, pois pressupõe sua origem em um criador divino; busca consistência na evidência dos fatos.

 

 

2.3.1 Definição de Teologia

 

 

“Teologia” não é termo bíblico, mas derivado da junção das palavras gregas θεος = “divindade” e λόγος = “palavra”, “estudo”, “tratado”. Assim, etimologicamente a disciplina “Teologia” é normalmente definida como a “ciência que trata de Deus”, “Ciência de Deus”, “Um discurso concernente a Deus”, “Pensamento ou raciocínio sobre Deus”. Assim, Agostinho (354-430) define a teologia como “razão ou discurso sobre divindade”. Contudo, tal definição não encerra o conceito de teologia, pois o termo pode ser concebido de duas formas diferentes: Deus tratando de si mesmo, com base em seu conhecimento ilimitado, primário e real ou o homem tratando acerca de Deus, com base em seu conhecimento derivado e analógico. Ambas as concepções encontram abrigo sob o termo.

O uso da palavra “Teologia” no meio cristão parece remeter o estudo aos séculos IV e V, fazendo alusão à genuína compreensão das Escrituras Sagradas, restringindo o emprego da palavra ao estudo da pessoa de Deus (teontologia), e não a um corpo doutrinário. O termo passou a ter tal sentido a partir da obra “Teologia Cristiana”, de Pedro Abelardo (Bretanha, 1079 – 1142).

Os Pais da Igreja chamavam o apóstolo João de teólogo, devido à forma detalhada com que tratou o tema do relacionamento entre as pessoas da Trindade. Gregório de Nazianzo (c. 330 – 389) recebeu a mesma cognominação, sobretudo pela sua defesa da divindade de Cristo. Durante a Reforma, Melanchthon denominaria, com grande ênfase, a Calvino de Teólogo.

 

De modo mais específico para a metodologia da pesquisa teológica, pode-se definir teologia como o estudo sistemático da Revelação de Deus conforme registrada nas Escrituras Sagradas tendo com fim último o glorificar a Deus através do seu conhecimento e obediência à sua palavra. Assim, tanto o tema quanto o conteúdo da teologia se resumem à Revelação de Deus.

 

 

2.4 CONHECIMENTO CIENTÍFICO

 

 

É o conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade através da observação racional, experimentação e explicação, além de se constituir em um conhecimento falível e real.

Sua origem está nos procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. Assim, o conhecimento científico é racional e objetivo, atendo-se aos fatos, transcendendo-os, analisando-os e exigindo exatidão e clareza na apresentação dos mesmos para análise; é comunicável e dependente de investigação metódica e sistemática, buscando e aplicando leis, formulando explicações e fazendo predições com base nos resultados; é um tipo de conhecimento aberto e útil para a vida prática.

 

 

2.4.1 Misticismo e Investigação Científica

 

 

A evolução da sociedade humana nas mais diversas áreas está diretamente relacionada com o desenvolvimento de sua inteligência, de sua capacidade investigativa e de sua propensão para essa investigação. Assim, desde o surgimento dos seres humanos é possível observar – segundo as teorias sobre o modo de vida desses ancestrais da humanidade – uma evolução intelectual.

 

A princípio, a não compreensão dos fenômenos da natureza causava nos seres humanos pré-históricos o medo. Este, por sua vez, foi substituído pelo misticismo, ao passo em que a inteligência humana evoluiu em uma tentativa de determinar o sentido dos fenômenos através do pensamento mágico, das crenças e das superstições, de tal modo que as tempestades podiam ser fruto de uma ira divina, a boa colheita da benevolência dos mitos, entre outras explicações vinculadas ao misticismo.

Contudo, explicações de cunho místico não podiam ser comprovadas de modo incontestável. Assim, no intuito de determinar sentido para os fenômenos, a humanidade passa a buscar respostas através de caminhos verificáveis, o que dá início à ciência metódica, que busca uma constante relação com a lógica.

 

Quanto à evolução científica, esta acontece a partir da própria natureza do ser humano em viver em comunidade, de modo que o conhecimento da geração anterior é transmitido para a seguinte, que o registra e acrescenta novas descobertas.

 

 

2.4.2 A História do Pensamento Científico

 

 

É possível encontrar vestígios de uma ciência evoluída entre os antigos egípcios, sobretudo na matemática, geometria e medicina. Os gregos, por sua vez, desenvolvem a busca por um conhecimento que não estivesse necessariamente ligado à atividade de utilização prática. Essa busca é um estágio embrionário do que seria a filosofia (φίλος = “amor fraterno” e σοφία = “sabedoria”), uma busca dos sentidos, da causa e do propósito das coisas com o intuito de pensar e desenvolver conhecimento a respeito.

 

Na história da humanidade, o conhecimento sempre foi influenciado pela religiosidade, de modo que na Idade Média a igreja Católica serviu de marco referencial para praticamente todas as ideias discutidas na época, pois os documentos para consulta e investigação especulativa estavam presos nos mosteiros das ordens religiosas. Assim, a população não participava do “saber”.

 

O Renascimento, aproximadamente entre os séculos XV e XVI, foi um período marcado por transformações em muitas áreas da vida humana, que assinalam o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna. Apesar de estas transformações serem bem evidentes na cultura, sociedade, economia, política e religião, o termo é mais comumente empregado para descrever seus efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências, pois o ser humano, nesse período, redescobre o pensamento livre, passando a produzir o conhecimento através das ideias.

 

No início do século XVIII, o Iluminismo propôs “a luz da razão sobre as trevas dos dogmas religiosos”. O pensador René Descartes mostrou ser a essência dos seres humanos, surgindo a frase “penso, logo existo”. No aspecto político o movimento Iluminista expressou-se pela necessidade do povo escolher seus governantes através de livre escolha da vontade popular, como se percebe pela Revolução Francesa 1789.

 

O Método Científico surgiu como uma tentativa de organizar o pensamento para se chegar ao meio mais adequado de conhecer e controlar a natureza. Francis Bacon defendia o método indutivo, ao passo que René Descartes preferia o método dedutivo.

 

O pensamento místico e os dogmas eclesiásticos foram substituídos pela “laicização da sociedade”, (laicizar é tornar laico, ou seja, leigo, oposto ao religioso, secular) de modo que a ciência passou a ter primazia na especulação e explicação dos fenômenos. A partir do século XIX a representatividade da ciência se torna patente. Augusto Comte desenvolveu sua explicação de sociedade, dando início ao Positivismo; Karl Marx buscou explicações para relações sociais através das questões econômicas, resultando no Materialismo-Dialético; Charles Darwin feriu dogmas tradicionais da religião com a teoria da evolução. A ciência passou a assumir papel importantíssimo diante das explicações dos fenômenos sociais, biológicos, antropológicos, físicos e naturais.

 

 


3 CLASSIFICAÇÃO E MÉTODOS DA PESQUISA CIENTÍFICA

 

 

Há diferentes tipos de pesquisa científica, além dos diferentes métodos que podem ser utilizados para desenvolvê-las.

No ambiente acadêmico, a pesquisa pode ser desenvolvida para distintas finalidades, dependendo do tipo de formação e do que visa a investigação proposta pelo estudante ou pela instituição de ensino ao mesmo.

 

 

3.1 TIPOS DE PESQUISA

 

 

Os diferentes tipos de pesquisa científica são definidos pelo que esta visa:

a)    Pesquisa Experimental é toda pesquisa que envolve algum tipo de experimento;

b)    Pesquisa Exploratória busca constatar algo num organismo ou num fenômeno;

c)    Pesquisa Social busca respostas de um grupo social;

d)    Pesquisa Histórica estuda os fatos do passado;

e)    Pesquisa Teórica analisa uma determinada teoria.

 

 

3.2 MÉTODOS DE PESQUISA

 

 

Podem-se definir métodos de pesquisa como o conjunto de regras e procedimentos adotados para realizá-la. A escolha do método de pesquisa depende da natureza da mesma.

 

De acordo com Lakatos & Marconi. “Somente no século XVI é que se iniciou uma linha de pensamento que propunha encontrar um conhecimento embasado em maiores garantias, na procura do real. Não se buscam mais as causas absolutas ou a natureza íntima das coisas; ao contrário, procuram-se compreender as relações entre elas, assim como a explicação dos acontecimentos, através da observação científica aliada ao raciocínio” (1995, p. 41).

 

 

3.2.1 Galileu Galilei

 

 

Galileu Galilei o pioneiro do método experimental, sendo os principais passos de seu método:

a)    Observação: Coleta de dados sobre o fenômeno;

b)    Análise: Relação quantitativa entre os elementos do fenômeno;

c)    Hipótese: Uma pressuposição do conhecimento sobre o fenômeno;

d)    Teste experimental: Comprovação do conhecimento;

e)    Modelo: Representação do conhecimento;

f)     Generalização: Formulação de lei científica com base nos resultados.

 

 

3.2.2 Francis Bacon

 

 

Em contraste com Galileu, Bacon considera que o processo de abstração e o silogismo não propiciam um conhecimento completo do universo. Assim, o único caminho seguro para a verdade dos fatos é o conhecimento. Seu método segue os seguintes passos:

a)    Experimentação: Coleta de dados sobre o fenômeno de forma experimental;

b)    Formulação de hipóteses: Fundamentadas na análise dos resultados obtidos dos experimentos, buscando explicar a relação causal dos fatos entre si;

c)    Repetição da experimentação: Por outros cientistas em outros lugares, com a finalidade de acumular dados que possam servir para a formulação de hipóteses;

d)    Repetição do experimento: Para teste das hipóteses, procurando obter novos dados e novas evidências que as confirmem;

e)    Generalização: Formulação das leis, pelas evidências obtidas, generalizando as explicações para todos os fenômenos da mesma espécie.

 

 

3.2.3 René Descartes

 

 

Com a obra Discurso sobre o Método, René Descartes afasta-se dos processos indutivos, originando o método dedutivo. Para ele, chega-se à certeza através da razão, princípio absoluto do conhecimento humano. Postula quatro regras:

 

a)    Da evidência;

b)    Da análise;

c)    Da síntese; e

d)    Da enumeração.

 

 

3.2.4 Mário Bunge

 

 

Para Bunge, físico, filósofo e humanista argentino, defensor do realismo científico e da filosofia exata e conhecido por expressar publicamente sua posição contra pseudociências, o método científico é a teoria da investigação. Esta alcança seus objetivos, de forma científica, quando cumpre ou se propõe a cumprir as seguintes etapas:

 

a)    Descobrimento do problema;

b)    Colocação precisa do problema;

c)    Procura de conhecimentos ou instrumentos relevantes ao problema;

d)    Tentativa de solução do problema com auxílio dos meios identificados;

e)    Invenção de novas ideias;

f)     Obtenção de uma solução;

g)    Investigação das consequências da solução obtida;

h)   Prova da solução;

i)     Correção das hipóteses, teorias, procedimentos ou dados empregados na obtenção da solução incorreta.

3.2.5 Métodos Indutivo e Dedutivo

 

 

Em suma, podem-se resumir estes métodos em indutivo e dedutivo. O método indutivo parte de observações particulares para as generalizações, ou seja, se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão é provável, mas não necessariamente verdadeira; ao passo que o método dedutivo parte de observações gerais para chegar a conclusões particulares, observando que se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão deve ser verdadeira. Toda a informação ou conteúdo factual da conclusão já estava, pelo menos implicitamente, nas premissas.

 

Percebe-se, assim, que a marca da indução é a argumentação, enquanto a marca da dedução é observação. Uma pesquisa pode usar os dois métodos simultaneamente; dependendo da forma estrutural da pesquisa.

 

Um exemplo para diferenciar os dois métodos:

 

  • Dedução: Todos os homens são pecadores; João é homem, logo, João é pecador.
  • Indução: João é pecador; Pedro é pecador, logo, é possível que todos os homens sejam pecadores.

 

 

 


4 TRABALHOS ACADÊMICOS

 

 

É necessário ressaltar a distinção entre os diferentes tipos de trabalhos acadêmicos, pois cada um deles corresponde a um grau distinto.

 

A princípio, serão desenvolvidos princípios para a elaboração do resumo, da resenha e do fichamento; a seguir, um parecer acerca dos trabalhos de  conclusão de cursos de graduação e pós-graduação.

O propósito do presente trabalho está diretamente ligado à formação no curso de graduação, portanto, o mais relevante é a elaboração da monografia, mas não se torna menos importante que o aluno compreenda os princípios para um trabalho de pesquisa mais aprofundado, o que terá grande relevância para a continuidade de seus estudos em cursos de pós-graduação “strictu sensus”.

 

 

4.1 RESUMO

 

 

O resumo deve conter dados selecionados e sucintos sobre o conteúdo de um texto, sem que haja comentários ou expressões de avaliação. É uma redução dos pensamentos contidos em um texto, mantendo, contudo, a fidelidade às ideias centrais do original. A seguir, as etapas a serem consideradas na elaboração do resumo.

 

 

4.1.1 Conhecimento das condições do resumo

 

 

Ao iniciar um trabalho de resumo, é importante saber o número final aproximado de páginas, a finalidade pretendida para o essa obra, a realização de uma leitura atenta do conteúdo a ser resumido, de modo que o estudante compreenda a obra na sua totalidade. Assim, o trabalho será fiel ao original.

4.1.2 Estruturação das ideias do texto

 

 

A estruturação das ideias de um texto pode estar desenvolvida por blocos de sentido ou por parágrafos.

Quando a estruturação é desenvolvida por blocos de sentido, o autor faz redundâncias, retornando a assuntos já relatados e a ideias já defendidas; o evangelho segundo João é um exemplo desse tipo de texto. Para um resumo satisfatório desse material, o estudante deve estruturar esses blocos de sentido, ou seja, reunir as informações semelhantes espalhadas pelo texto e expor de forma sucinta, uma em cada parágrafo.

Quando as ideias são originalmente desenvolvidas de modo evolutivo, ou seja, por parágrafos, o estudante pode desenvolver seu resumo de forma sistemática, respeitando os parágrafos em sua ordem original.

 

 

4.1.3 Detalhes importantes a serem observados

 

 

  • Não se deve delongar na introdução de um resumo; é importante haver objetividade;
  • As ideias devem ser apresentadas na ordem em que aparecem no texto, de modo a não perder a lógica e a coesão;
  • Opiniões não devem ser expressas em hipótese alguma;
  • O trabalho de resumo deve ser expresso de forma impessoal, respeitando o método utilizado pelo autor original, sem o uso de frases como “segundo o autor” ou expressões subjetivas;
  • É importante o uso de linguagem objetiva, clara e concisa;
  • Expressões explicativas podem ser ignoradas, assim como justificativas às afirmações.

 

 

4.2 RESENHA

 

 

Resenha é a apresentação sintetizada do conteúdo de uma obra, acompanhada de uma avaliação crítica; por isso, é necessário domínio sobre o assunto em questão. A resenha pode ser utilizada para o relato de filmes, peças teatrais, eventos esportivos, musicais e textos diversos.

A elaboração de uma resenha tem um objetivo fundamental. Por exemplo, se o propósito do estudante é fazer publicidade ao material resenhado, maximizará os pontos positivos a fim de promover obra e autor. A seguir, dois tipos de resenha:

 

 

4.2.1 Resenha crítica

 

 

A resenha crítica é uma fonte documental para registros de armazenamento da coleta de dados na qual o pesquisador apresenta, em conjunto com o resumo da obra, um conceito sobre o valor do livro. É um texto em forma de síntese que expressa a opinião do autor sobre um determinado fato cultural como livros, filmes, peças teatrais, exposições, shows, entre outros. O propósito da resenha é servir de guia ao leitor acerca da produção cultural, levando-o direto ao ponto em um mesclado de descrição e crítica à produção. Este tipo de resenha costuma ser mais comum no meio acadêmico, por ser mais pedida pelos professores. A seguir, passos para a elaboração de uma resenha crítica:

 

  • Identificação da obra, abrangendo título, autor, ano de publicação, referências sobre o autor como sua formação e áreas de interesse;
  • Apresentação breve da obra, do tema abordado pelo livro ou texto que se está resenhando;
  • Resumo no qual o conteúdo da obra é apresentado, expondo as ideias centrais do autor, de forma objetiva e impessoal, usando entre três e cinco parágrafos;
  •  Análise crítica, onde o estudante deverá se apoiar em outras obras que versam sobre o mesmo tema para assumir uma posição própria a respeito do assunto, analisando a atualidade e originalidade da obra, das escolas de pensamento às quais se vincula, qual a relevância do tema, o que traz de novo, qual o panorama cultural, social, econômico e político em que ela foi escrita, entre outros aspectos que podem ser analisados;
  • Recomendação da obra, parte facultativa da resenha. Uma vez lida e resumida, o escritor da resenha deve analisar qual a utilidade e finalidade da obra, indicando fatores sociais ou pedagógicos, como idade, escolaridade, renda, entre outros.
  • Assinatura e identificação do autor da resenha onde conste a formação e áreas de estudo e pesquisas.

 

 

4.2.2 Resenha temática

 

 

A resenha temática é utilizada para uma análise crítica acerca de vários textos ou apresentações referentes a um mesmo tema.

 

  • O tema comum deve ser apresentado para análise em cada um dos textos em questão, além do objetivo do trabalho de resenha;
  • Os textos selecionados devem ser resumidos por parágrafo, expondo com objetividade a opinião central de cada autor a respeito do assunto;
  • Análise crítica do tema, levando em consideração o mesmo modelo da “resenha crítica”.
  • As referências bibliográficas devem ser listadas;
  • Assinatura e identificação do autor da resenha onde conste a formação e áreas de estudo e pesquisas.

 

 

4.3 FICHAMENTO

 

 

O fichamento é um recurso imprescindível aos pesquisadores para a realização de obras de cunho didático, científico ou de outra natureza, classificando-se como uma ferramenta importante para reconstituir as fontes do material lido e as ideias centrais apresentadas pelos autores destas, sobretudo na elaboração de projetos de monografias, teses ou dissertações, além de seu uso em seminários e aulas expositivas. Além disso, a prévia organização de material facilita quando da necessidade de elaboração textual acerca de determinado assunto.

 

É útil para identificar as obras e seu conteúdo de maneira prática, rápida e organizada, fazer citações, analisar o material, elaborar a crítica e auxiliar no embasamento da produção literária.

 

A elaboração do fichamento deve ser precedida pela leitura e plena compreensão do texto ou livro em análise. Para tanto, os seguintes passos são importantes:

 

  • Leitura exploratória do texto para adquirir uma visão holística do conjunto de argumentos desenvolvidos, enumerando parágrafos;
  • Identificação das partes principais do texto. Geralmente como segue: 1) Introdução, na qual é identificado o problema ou a indagação que inspirou a escrita, dando uma ideia geral do assunto tratado, além da perspectiva sob a qual o assunto será abordado; 2) Desenvolvimento, que apresenta dados, ideias, argumentos e afirmações com os quais é feita a relação entre as partes do pensamento original. É a forma através da qual o autor busca soluções para o problema proposto na introdução; e 3) Conclusão, na qual as construções textuais resultam em afirmações ou mesmo em novas indagações decorrentes da organização e do desenvolvimento do texto.
  • Estruturação de um plano lógico através de um resumo tópico: das ideias principais de cada parágrafo, identificando a ideia principal do parágrafo e procurando uma palavra ou um título que condense o assunto.
  • Exame da relação entre as ideias listadas que, somadas, desenvolvem o texto.
  • Organização dos tópicos sob a forma de plano, numerando cada ideia principal e indicando as ideias subordinadas ligadas a elas.

 

 

4.3.1 Partes do Fichamento

 

 

1)    Devem constar no cabeçalho o título genérico ou específico, a letra e/ou número indicando a sequência das fichas;

2)    Indicação bibliográfica: referências bibliográficas como nome do autor, o título da obra, o subtítulo, se houver, a edição, o local da publicação, a editora, o ano da publicação, a coleção, caso seja parte de uma;

3)    Resumo sintetizando o conteúdo da obra;

4)    Citações que apresentem as transcrições significativas da obra. O uso de aspas é obrigatório para a inserção de citações, além do número da página de origem; a transcrição deve ser textual; se alguma palavra ou oração constante do original for omitida, deve ser substituída por reticências, precedida e seguida por espaços, se no início ou no final do texto; se no meio da frase, as reticências devem estar entre parênteses; a supressão de um ou mais parágrafos em uma citação deve ser assinalada por uma linha completada por pontos.

5)    Comentários expressando a compreensão crítica do texto, baseando-se ou não em outros autores e outras obras. Não deve utilizar linguagem subjetiva;

6)    Ideação, novas ideias que surgiram durante a leitura reflexiva.

7)    Deve ser indicado o lugar onde a obra se encontra;

 

Título do Trabalho

Seção primária do trabalho

Seção secundária e terciária se houver.

Nº da Ficha

SOBRENOME, Nome do Autor. Nome da Obra. Estado: Edição, Editora, Ano. Nº Pg.

 

Resumo sintetizando o conteúdo da obra;

Citações que apresentem as transcrições significativas da obra.

Comentários expressando a compreensão crítica do texto;

Ideação, novas ideias que surgiram durante a leitura reflexiva;

Indicação do lugar onde a obra se encontra.

4.3.2 Fichamento Textual

 

 

Esse tipo de fichamento retrata a estrutura do texto, reproduzindo a ordem do pensamento do autor e destacando as ideias principais e secundárias, os argumentos, as justificações, os exemplos, os fatos, etc. O objetivo é trazer um esboço geral do texto de uma forma sistematicamente visualizável, podendo, para tanto, incluir esquemas, diagramas ou quadro sinóptico.

 

 

4.3.3 Fichamento Temático

 

 

O objetivo deste tipo de fichamento é reunir elementos relevantes do conteúdo, destacando títulos e subtítulos. Para tanto, é necessária a transcrição de trechos do texto, um resumo do mesmo ou um registro das ideias deste, segundo a visão do leitor. Transcrições literais (citações) devem estar entre aspas, seguidas de indicação da fonte, onde conste autor, título, cidade, editora, data e página. O registro das ideias dispensa o uso de aspas, mas não de indicação da fonte.

 

 

4.3.4 Fichamento Bibliográfico

 

 

Descrição com comentários dos tópicos abordados em uma obra inteira ou em parte dela, possibilitando um vislumbre do que trata a obra, com completa indicação de fonte; pode tratar ainda de artigos ou capítulos isolados segundo o tema ou a área de estudo. Além disso, o Fichamento bibliográfico completa a documentação textual e temática, representando um importante auxílio para o trabalho do estudante e do professor.

 

 

4.4 MONOGRAFIA

 

 

A monografia (assim como trabalho de conclusão de curso – TCC, trabalho de graduação interdisciplinar – TGI, trabalho de curso de especialização e outros) se trata da exposição escrita e exaustiva de um único assunto submetido à investigação científica. Deve ser apresentado como requisito parcial para a obtenção de título de especialista ou de diploma de conclusão de curso de graduação, podendo ser de apresentação pública ou apenas para uma Comissão Examinadora. Deve ser realizada sob a orientação de um coordenador.

 

 

4.5 DISSERTAÇÃO

 

 

Apresenta o resultado experimental ou exposicional de um estudo científico realizado acerca de um tema único e bem delimitado. Visa reunir, analisar e interpretar informações, evidenciando o conhecimento de literatura existente sobre o assunto, bem como a capacidade de sistematização e domínio do tema proposto. Deve ser realizado sob a coordenação de um orientador - pesquisador que possua título de doutorado ou equivalente. A dissertação visa a obtenção do título de mestrado e segue a normatização NBR 14724.

 

 

4.6 TESE

 

 

Representa o resultado de um estudo científico aprofundado ou uma pesquisa experimental exaustiva de tema específico bem delimitado. Deve ser elaborada com base em investigação original, constituindo-se em real contribuição para a especialidade em questão. É feita sob a coordenação de um orientador que possua título de doutor ou equivalente e visa a obtenção do título de doutorado NBR 14724.

 

5 ETAPAS PARA A ELABORAÇÃO DO PROJETO DA PESQUISA

 

 

A organização desde o primeiro momento é imprescindível para a pesquisa científica. O estudante deve concentrar seus esforços com a mesma seriedade já na preparação para a realização do trabalho.

 

 

5.1 ESCOLHA DO TEMA

 

 

A hipótese de trabalho parte, a princípio, da intuição ou inquirição por parte do pesquisador, com base no conhecimento adquirido através do estudo, da leitura e das experiências acadêmicas, bem como da vivência no meio acadêmico e da troca de conhecimento. Surge da busca por uma resposta a determinado problema.

Fatores subjetivos e fatores objetivos estão envolvidos na escolha do tema para a pesquisa científica.

 

 

5.1.1 Fatores Subjetivos

 

 

O fator subjetivo ligado à escolha do tema para a pesquisa envolve sentimentos ou um alto grau de interesse pessoal para com o assunto escolhido para a pesquisa. É necessário que haja um mínimo de prazer, de envolvimento com o tema em questão (exceto no que concerne aos resultados obtidos com a pesquisa, que devem estar isentos de qualquer opinião ou sentimento por parte do pesquisador), é necessário que a escolha do tema esteja vinculada a um prazer pessoal por parte do pesquisador.

É importante que o estudante disponha de tempo para sua pesquisa, e isso deve ser levado em conta na escolha do tema, considerando as atividades que deverão ser realizadas na execução do trabalho, relacionando essa previsão com o tempo de que o estudante dispõe diante de seus afazeres cotidianos e do quanto desse tempo poderá dispor para a pesquisa acadêmica.

 

 

5.1.2 Fatores Objetivos

 

 

Esses fatores consideram o tema levando em conta a representatividade do assunto escolhido, o grau de inovação que encerra, a atualidade e os valores acadêmicos e sociais que o englobam. Além disso, é importante avaliar o grau de interesse que o assunto em questão despertará, avaliando se realmente vale a pena ser realizada a pesquisa naquele tema específico, ou seja, o que este assunto representa para as pessoas envolvidas na área da pesquisa ou sociedade em geral.

O limite de tempo disponibilizado pela instituição para a conclusão do trabalho deve ser considerado para que não se proponha a uma pesquisa que não será concluída no tempo estabelecido.

 

 

5.2 PROBLEMA

 

 

É a premissa básica para a elaboração do trabalho de pesquisa. Deve ser definido para, sobre ele, ser elaborada uma hipótese que será confirmada ou negada através do trabalho científico. O problema é criado ou observado pelo próprio autor e relacionado ao tema escolhido, definido, assim, a abrangência da pesquisa.

 

 

5.3 HIPÓTESE

 

 

Uma hipótese é uma formulação provisória, uma probabilidade não demonstrada, elaborada com o intuito de verificação, a fim de constituir uma suposição admissível.

É a evolução da intuição à teorização e desta à prática de testar a conjectura elaborada pelo raciocínio dedutivo implícito à teorização, com frequência, e por motivos vários, que segue por vias aparentemente obscuras.

 

 

5.4 TEORIA

 

 

Teoria, do grego θεωρια = “contemplar”, “olhar”, “examinar”, “especular”. Consiste no conhecimento descritivo que permite especulações, mas é puramente racional. É a parte especulativa de uma ciência, podendo ser entendida como forma de pensar e entender algum fenômeno a partir da observação. O termo é aplicado a diversas áreas do conhecimento, sendo que em cada área possui uma definição específica.

Contudo, o conceito de teoria científica define uma tentativa de resposta ao problema de estabelecer o limite entre o que é científico ou não, definição que difere muito do senso comum de simples especulação.

 

 


6 A PRÁTICA DA PESQUISA

 

 

O aluno busca um campo específico na pesquisa teológica – bíblica, sistemática, exegética, pastoral ou histórica. Deverá, então, selecionar um tópico que viabilize a investigação científica, o corpus. A motivação do aluno para a pesquisa é o que definirá o problema que deverá orientá-lo, ou seja, a que tal pesquisa se destina solucionar ou responder. Isso é de suma importância, pois além de aprender metodologia científica para tratar de cada disciplina de sua graduação, o aluno está desenvolvendo senso crítico e investigativo, habilidade de comparação, equilíbrio e senso de proporção. A base para desenvolver essas qualidades é a leitura e a reflexão.

 

 

6.1 SELEÇÃO BIBLIOGRÁFICA

 

 

O pesquisador deve considerar, ainda, a disponibilidade de material para consulta. Um tema trabalhado por poucos autores pode empobrecer a fonte de pesquisa, sujeitando o pesquisador a buscar fontes alternativas, por vezes mais difíceis de serem encontradas, tomando mais tempo.

 

Ainda na elaboração do projeto de pesquisa, é importante que se faça um levantamento da literatura disponível para o tema junto a bibliotecas ou serviços de informações existentes, para que se possa, com antecedência, determinar as fontes – bibliotecas, agências governamentais ou particulares, instituições, indivíduos ou acervos – que fornecerão o material para a pesquisa. Os documentos deverão ser copiados e organizados de acordo com os critérios da pesquisa.

 

Identificação de leitura – livros e artigos – e seleção do material de maior relevância e importância, de modo a não sobrecarregar a pesquisa diversificando o assunto e afastando a investigação do tema primordial. Toda a leitura investigativa deve ter o “problema” previamente propósito em primazia na mente do pesquisador.

Outra observação importante é que os artigos mais recentes devem ter prioridade, ainda que seus argumentos sejam refutados na pesquisa. Além disso, as fontes primárias são indispensáveis. Para estabelecer uma crítica ou uma apologia a determinado autor é vital que o mesmo tenha sido lido pelo pesquisador em sua própria obra e não na opinião de um terceiro escritor.

 

Embora o procedimento de anotações seja subjetivo, é imprescindível seguir determinados princípios: adotar um padrão para fazer apontamentos, desenvolver o hábito de sublinhar os trechos relevantes, usar de métodos hermenêuticos indutivos e jamais se resumir a uma única leitura do conteúdo. É aconselhável que se faça anotações no texto apenas depois de uma leitura completa.

 

 

6.2 REDAÇÃO CIENTÍFICA

 

 

Uma vez que o texto deve expressar as ideias do autor na ausência do mesmo, é importante uma organização precisa do raciocínio para que este seja refletido no papel. A capacidade de escrever textos de qualidades só é desenvolvida na prática da escrita e da leitura, imprescindíveis à vida acadêmica.

 

A lógica na elaboração dos capítulos é indispensável. O escritor deve desenvolver a ideia de forma evolutiva, explicativa, clara e objetiva. Escrever muito não significa escrever bem; em contrapartida, o texto não pode ser pobre em seu conteúdo. O assunto acaba quando o “problema” previamente é solucionado ou determinado insolúvel.


7 APRESENTAÇÃO FORMAL

 

 

A apresentação formal de trabalhos acadêmicos deve estar submetida às normas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Esta associação é o órgão responsável pela normatização técnica no país, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. É uma entidade privada, sem fins lucrativos, fundada em 1940 e reconhecida no país como Fórum Nacional de Normatização.

 

 

7.1 PAGINAÇÃO

 

 

As paginas devem ser contadas a partir da folha de rosto. Porém, nos elementos pré-textuais, não deve ser inserido o número nas páginas. A numeração somente deve estar nas páginas a partir dos elementos textuais. Esta deve constar no canto superior direito da página, em algarismo arábico, a dois centímetros da borda superior e da borda direita (como na presente apostila). Os elementos pós-textuais seguem a sequência numérica do texto (NBR 14724).

 

 

7.2 FONTE

 

 

O alinhamento deve ser justificado. A fonte Arial ou Times New Roman de tamanho 12 e cor preta são recomendados para todo o texto; tamanho 10 para citações longas e 8 para notas de rodapé. Itálicos somente para palavras estrangeiras ou ênfase, evitando ainda, o negrito, exceto para título de obras nas referências bibliográficas e palavras em maiúsculas. No caso de citações de mais de três linhas, deve-se observar também um recuo de quatro centímetros da margem esquerda. Muito dessa formatação pode ser observado no presente trabalho.

 

7.3 MARGENS

 

 

Segundo previsto na NBR 14724, os trabalhos acadêmicos devem ter margem esquerda e superior de 3 cm, e margens direita e inferior de 2 cm, conforme utilizado no presente trabalho.

 

 

7.4 DIVISÃO DO TEXTO

 

 

A numeração progressiva deve ser adotada no trabalho acadêmico de acordo com a NBR 6024.

Os títulos das seções primárias devem ser alinhados à esquerda, na parte superior da mancha, no topo da folha, separados do texto por dois espaços de 1,5 sempre iniciando em folha distinta (a exemplo da presente apostila). Todas as seções devem conter um texto relacionado.

 

Para destacar gradativamente os títulos das seções e subseções utilizam-se os seguintes recursos:

 

1 SEÇÃO PRIMARIA = FONTE EM MAIÚSCULO E NEGRITO

1.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA = FONTE EM MAIÚSCULO

1.1.1 Seção Terciária = Fonte em Minúsculo e negrito

1.1.1.1 Seção Quartenária = Fonte em Minúsculo e Itálico

1.1.1.1.1 Seção Quinária = Fonte em Minúsculo

 

 

Somente títulos da parte do desenvolvimento são numerados; os títulos sem indicativo numérico, como agradecimentos, lista de ilustrações, resumos, sumários, referências, apêndices, anexos e índices devem ser centralizados.

 

 

8 ESTRUTURA

 

 

A estrutura do trabalho científico, segundo a NBR 14724, deve apresentar os seguintes elementos:

 

 

Elementos

Dispositivos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pré Textuais

Capa

Folha de rosto

Ficha Catalográfica (no verso da folha de rosto)

Errata*

Folha de aprovação

Dedicatória*

Agradecimentos*

Epígrafe*

Resumo na língua vernácula

Resumo na língua estrangeira

Sumário

Lista de ilustrações*

Lista de tabelas*

Lista de abreviaturas*

Lista de símbolos*

 

Textuais

Introdução

Desenvolvimento

Conclusão

 

 

Pós Textuais

Referências

Glossário*

Apêndice*

Anexo*

 

 

 

 

*Itens opcionais

 

8.1 ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

 

 

São os elementos de abertura de um trabalho, apresentados antes do texto e contendo informações que auxiliam na identificação e utilização do trabalho.

 

 

8.1.1 Capa

 

 

Elemento obrigatório sobre o qual devem ser impressas as informações indispensáveis para a identificação do trabalho, na seguinte ordem:

 

a)    Nome do autor;

b)    Título;

c)    Subtítulo, se houver;

d)    Número de volumes, se mais de um;

e)    Local (cidade) da instituição onde será apresentado;

f)     Ano da entrega;

 

A capa da presente apostila exemplifica o padrão acima descrito.

 

 

8.1.2 Folha de rosto

 

 

Elemento obrigatório, posterior à capa. Deve conter:

 

a)    Nome do autor;

b)    Título;

c)    Subtítulo, se houver;

d)    Numero de volumes, se mais de um;

e)    Natureza (tese, dissertação, etc.), objetivo (obtenção do título de), nome da instituição e área de concentração;

f)     Nome do orientador;

g)    Local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado;

h)   Ano de entrega.

 

A folha de rosto da presente apostila exemplifica o padrão acima descrito, embora não contenha, pela própria razão de ser, todas as especificações exigidas.

 

 

8.1.3 Errata

 

 

Elemento opcional. É uma lista de erros tipográficos ou outros com a indicação das páginas e linhas em que aparecem. É importante ressaltar que a errata é um elemento indesejável em um trabalho científico.

 

 

8.1.4 Folha de aprovação

 

 

Elemento obrigatório, a folha de aprovação contém os elementos essenciais à aprovação do trabalho. Colocada logo depois da folha de rosto ou errata, quando houver, deve apresentar:

 

a)    Nome do autor do trabalho;

b)    Título do trabalho e subtítulo (se houver);

c)    Natureza, objetivo, nome da instituição a que é submetido e área de concentração.

d)    Data de aprovação;

e)    Nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem.

 

8.1.5 Dedicatória

 

 

Elemento opcional colocado após a folha de aprovação, onde o autor presta homenagem ou dedica seu trabalho. O título Dedicatória não deve aparecer na folha. A presente apostila traz um modelo de dedicatória, que será o semelhante ao da epígrafe, conteúdo de tópico posterior.

 

 

8.1.6 Agradecimentos

 

 

Elemento opcional colocado após a dedicatória, em que o autor agradece àqueles que contribuíram de maneira relevante na elaboração do trabalho.

 

 

8.1.7 Epígrafe

 

 

Elemento opcional colocado após os agradecimentos, onde o autor apresenta uma citação, indicada a autoria, relacionada com a matéria tratada no corpo do trabalho. O autor pode também optar pela inserção de epígrafes nas folhas de abertura das seções primárias. O modelo é semelhante ao da dedicatória, constante no início deste trabalho.

 

 

8.1.8 Resumo na Língua Vernácula

 

 

Elemento obrigatório, o resumo em língua vernácula deve apresentar os pontos relevantes do texto, fornecendo uma visão rápida e clara do conteúdo e das conclusões do trabalho, de acordo com a NBR 6028. O resumo de um trabalho acadêmico deve conter de 150 a 500 palavras, seguido pelas palavras-chave.

8.1.9 Resumo em língua estrangeira

 

 

Elemento obrigatório, o resumo em língua estrangeira - em inglês: Abstract, em francês: Resume ou em espanhol: Resumen vem logo após o resumo na língua vernácula (português) e segue as mesmas regras para sua confecção. Na verdade, se trata de uma versão do mesmo resumo feito na língua vernácula para algum idioma de divulgação internacional.

 

 

8.1.10 Sumário

 

 

Este dispositivo obrigatório precede imediatamente a parte textual do trabalho e enumera as principais divisões do mesmo, utilizando a mesma ordem e grafia do texto. Inclui todos os títulos e páginas, a partir da Introdução.

 

O título (SUMÁRIO) deve estar no alto da página, centralizado e com o mesmo recurso tipográfico utilizado nas seções primárias; a relação dos títulos das seções deve apresentar a mesma ordem e grafia usadas no trabalho; os elementos pré-textuais não devem figurar no sumário; a paginação deve ser apresentada sob uma das seguintes formas: somente número da primeira página (exemplo: 14), números da primeira e última página separados por hífen (exemplo: 14-16), número das páginas em que se distribui o texto (exemplo: 14, 16, 18 ou 20-24, 31-35).

 

 

8.1.11 Listas

 

 

Listas de ilustrações, tabelas, abreviaturas, siglas e símbolos. São itens opcionais que deverão existir em páginas distintas para que o leitor possa orientar-se quando necessitar de um desses dados. A formatação deverá ser a mesma do Sumário, apenas mudando o título e o conteúdo.

8.2 ELEMENTOS TEXTUAIS

 

 

Os elementos textuais constituem a parte do trabalho onde é exposta a pesquisa realizada. Divide-se em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão.

 

 

8.2.1 Introdução

 

 

Nessa parte inicial o autor deve incluir:

 

a)    Apresentação geral do assunto do trabalho;

b)    Definição sucinta e objetiva do tema abordado;

c)    Justificativa sobre a escolha do tema e métodos empregados;

d)    Delimitação precisa das fronteiras da pesquisa em relação ao campo e períodos abrangidos;

e)    Esclarecimento sobre o ponto de vista sob o qual o assunto será tratado;

f)     Relacionamento do trabalho com outros da mesma área;

g)    Objetivos e finalidades da pesquisa, com especificação dos aspectos que serão ou não abordados.

 

 

8.2.2 Desenvolvimento

 

 

Parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto. É a linha de raciocínio através da qual o pesquisador defenderá sua ideia. É a parte mais extensa do trabalho, podendo ter várias seções e subseções, variando em função da abordagem do tema e do método.

 

 

8.2.3 Conclusão

 

 

A conclusão precisa ser fundamentada nos resultados e na discussão, contendo deduções lógicas e correspondentes, em número igual ou superior aos objetivos propostos. Pode ser vinculada à introdução e trazer a resposta às questões previamente levantadas. A conclusão apresenta considerações finais que retomam os objetivos, o “problema” central e os seus derivados, avaliando até que ponto estes foram respondidos e que outras pesquisas poderiam dar continuidade e esta.

 

 

8.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

 

 

Os elementos pós-textuais complementam o trabalho. Após a conclusão, as demais seções não devem ser numeradas, porém a paginação segue até o final.

São considerados elementos pós-textuais:

 

a)    Referências;

b)    Glossário*;

c)    Apêndice*

d)    Anexo(s) *;

e)    Índice*.

*Itens opcionais

 

 

8.3.1 Referências

 

 

Elemento obrigatório, as referências consistem em um conjunto padronizado de elementos descritivos retirados de um documento e que permite sua identificação individual.

 

Devem ser elaboradas conforme a ABNT NBR 6023, alinhadas à esquerda do texto de forma a se identificar individualmente cada documento. Quando nas notas de rodapé, deverão ser alinhadas a partir da segunda linha da mesma referência, abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar o expoente. O entrelinhamento neste caso é simples e não deve haver espaçamento entre as notas. As referências bibliográficas no final da apostila exemplificam.

 

A referência bibliográfica deve seguir a seguinte forma:

SOBRENOME, Nome do autor. Título da Obra. Cidade: Editora, ano.

Assim:

AZEVEDO, Israel Belo. O prazer da Produção Científica. São Paulo: Hagnos, 2002.

 

O título (REFERÊNCIAS) deve figurar no alto da página, centralizado e com o mesmo recurso tipográfico utilizado nas seções primárias; todos os documentos citados no trabalho devem, obrigatoriamente, aparecer na lista de referências que deve estar ordenada alfabeticamente; as referências devem ser digitadas em espaço simples entre linhas e alinhadas à esquerda. Devem estar separadas entre si por dois espaços simples.

 

 

8.3.2 Glossário

 

 

Item opcional, o glossário é uma redação de palavras ou expressões técnicas de uso ou de sentido do texto, acompanhadas de suas definições.

 

 

8.3.3 Apêndice

 

 

O apêndice é opcional. É um texto ou documento elaborado pelo autor a fim de complementar sua argumentação, sem prejuízo do corpo do trabalho.

8.3.4 Anexo

 

 

É um texto ou documento opcional não elaborado pelo autor, que serve de fundamentação, comprovação e ilustração.

 

 

8.3.5 Índice

 

 

Consiste em uma lista opcional de palavras ou frases, ordenadas segundo determinado critério, que localiza e remete para as informações contidas no texto.

 

 


9 ESTILO

 

 

Informações adicionais que podem fazer a diferença no momento da redação final para a entrega do trabalho, levando em conta hábitos presentes no meio cristão que contrastam com as regras gramaticais e normativas pertinentes ao trabalho acadêmico.

O estudante precisa lembrar que a pesquisa acadêmica deve estar destituída dos costumes e vícios comuns à linguagem popular evangélica, mesmo em se tratando da linguagem escrita.

 

 

9.1 O USO DE IDIOMAS ORIGINAIS DA BÍBLIA

 

 

Ao usar citações dos textos originais em grego, hebraico e aramaico, deve-se fazê-lo nos alfabetos originais, sem transliteração.

 

 

9.2 PRONOMES REFERENTES A DEUS

 

 

Os pronomes ele, dele, seu, sua, entre outros, quando usados em referência à pessoa de Deus, não devem ser iniciadas em letra maiúscula, pois essa prática vai de encontro às normas gramaticais da Língua Portuguesa.

 

 

9.4 LINGUAGEM SUBJETIVA

 

 

Em trabalhos de caráter acadêmico, é vetado o uso de linguagem subjetiva, coloquial, ou mesmo devocional.

 

9.5 REFERÊNCIAS BÍBLICAS

 

 

Usa-se a referência bíblica no corpo do texto.

Se a citação for do livro como um todo, o nome deste deve ser escrito por extenso (Exemplos: Mateus, Judas, Apocalipse).

Se a referência for de um trecho determinado, usa-se o sistema de abreviaturas bíblicas (Exemplos: Gn, Nm, Mt, Rm, Ap.) seguido de capítulo, ponto ou dois pontos e versículo (Exemplos: Gn 1.2 ou Gn 1:2: Gênesis capítulo um, versículo dois); os versículos são separados entre si por traços, no caso de amplitude entre eles (Exemplo: Nm 1.1-6: Números capítulo um, versículos um ao seis) ou por vírgulas, no caso de fazer referência unicamente aos versículos escritos (Exemplo: Nm 1.1,6: Números capítulo um, versículos um e seis).


REFERÊNCIAS

 

 

AZEVEDO, Israel Belo. O prazer da Produção Científica. 10ª ed. São Paulo: Hagnos, 2002.

 

BARTH, Karl. The Faith of the Church: a Commentary on Apostle’s Creed according to Calvin’s Catechism. Great Britain: Fontana Books, 1960.

 

CERVO, Amado Luiz. Metodologia Científica: para uso dos estudantes universitários. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1997.

 

GALLIANO, A. Guilherme. O método científico: teoria e prática. São Paulo: Harba, 1986.

 

GOLDENBERG, Mirian. A arte de pesquisador: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. 2 a. ed., São Paulo, 1995.

 

LAKATOS, Eva Maria & MARCONI, Maria de Andrade. Metodologia científica. 2 a. ed., São Paulo 1995.

 

LEITE, Joenildo Fonseca. Metodologia da Pesquisa Científica Teológica.

Uberlândia: FATEMIG, 2006.

 

MARTINS, GA & LINTZ, A. Guia para a elaboração de monografias e trabalhos de conclusão de curso . Editora Atlas, 2000 (exemplar do professor)

 

PLATÃO, A República, 7º ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

 

SENAC. Manual para a Elaboração de Trabalhos Acadêmicos. Porto Alegre,

2007.

 

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 2000.

 

 

 

 

 

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