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O que quero querer
O que quero querer

O que quero querer não quero, mas não deixo de querer o que não queria querer tanto.

 

Como disse Paulo em um momento de grande crise existencial (pois é, caro leitor, Paulo também as tinha. Igualzinho a todos nós), o bem que quero fazer, não o faço, mas o mal que detesto, esse eu faço.

 

Nossa situação é mesmo insolúvel. Se, mesmo conhecendo o caminho e as escolhas corretas, se mesmo desejando fazer tais escolhas, não conseguimos mais do que fazer o que não queremos, estamos mesmo perdidos.

 

Paulo implora a Deus que o livre desse tal "espinho na carne" que tanto o incomoda e Deus diz, como a coisa mais natural do mundo, que a graça é suficiente. Olha, confesso que  se não fossem palavra de quem são, eu até questionaria essa naturalidade.

 

Me lembro um fato curioso do Antigo Testamento. O Sumo Sacerdote andava com roupas adornadas e cobertas de ouro. Usava ouro na cabeça, no peitoral, além de prata, bronze, linho fino e pedras preciosas. Era mesmo uma roupa riquíssima, tudo para simbolizar a glória e a grandeza do Deus a quem representavam.

Mas, em tanta riqueza, não havia um calçado especial para a s vestes sacerdotais. Quero dizer, na verdade, não havia calçado algum. Isso mesmo, os sacerdotes andavam descalços.

Sabe... quando o homem, pecador, pequeno, incapaz, recebe Cristo em sua vida, este homem também recebe roupas de sacerdote. É claro que não são materiais nem visíveis, mas espirituais. É um revestimento de Deus. O homem é coberto com a riqueza e grandeza do Deus a quem representa.

Sabe, leitor, isso é um lembrete para o homem. Você está vestido de glória, a grandeza de Deus está em você, mas os seus pés ainda estão nesse chão, nesse mundo de pecado.

Antes de concluir, deixe-me lembrar outro exemplo:

Quando Moisés está no Horebe, e vê a sarça ardendo, que é a própria presença de Deus.

Imagine comigo, amigo leitor: um pastor de ovelhas que mora de favor na casa do sogro e está foragido da justiça egípcia ter um encontro com a glória e a majestade de Deus.

“Tira as sandálias dos teus pés”, disse o SENHOR para ele. Coloque esses pés pecadores no chão, para se lembrar de que a glória é de Deus e que você continua nessa terra.

Quando Jesus lava os pés dos discípulos, Pedro, depois de recusar o ato do mestre, pede que lhe sejam lavadas a cabeça e as mãos. O Mestre responde: os que estão limpos não precisam lavar, senão os pés.

 

Querido amigo leitor, se você está em Cristo, já está limpo pela Palavra de Deus. É verdade que seus pés ainda tocam no chão e, muitas vezes, a natureza pecaminosa vai fazer com que você tome atitudes que sequer queria tomar.

 

O caminho é o arrependimento sincero e o abandono da prática. Deus te ama e te perdoa. Além disso, te recebe de volta e restaura a alegria da tua salvação.