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Vida Devocional 02 - Santidade
Vida Devocional 02 - Santidade

Santificação

Leitura: Hb 12.14-17

 

A Idéia Bíblica da Santificação

A Santificação é uma obra de Deus, ainda que possa parecer ser uma obra humana (Lv. 20.7,8; Jo.17.27). É Deus quem santifica os seus através da fé em Cristo (1Co 1.30; 6.11; 1.2).A doutrina da Santificação está baseada em três fatos pressupostos:

  1. União com Cristo: Rm. 6.1-6,14;
  2. A Justificação.  A fé e o elemento de união entre santificação e justificação. Justificação pela fé e santificação através da fé que primeiro justifica e então santifica.
  3. A Adoção, que garante a santificação, pois, para ser levado à condição de filho santo, o homem não poderia ser considerado imundo.

 

As Características da Santificação

É Deus, e não o homem, o autor da santificação. O que não significa que o homem é inteiramente passivo no processo. Este pode e deve cooperar (trabalhar junto com) com Deus na obra da Santificação pelo uso dos meios que Deus pôs à sua disposição (2Co. 7.1; Cl. 3.5-14; 1Pe. 1.22).

A santificação não é, como a justificação, um ato jurídico de Deus, mas é uma atividade moral e renovadora, pela qual o pecador é renovado no seu interior e levado a ser cada vez mais conforme à imagem de Deus. É geralmente um processo extenso e jamais alcança a perfeição nesta vida. Em casos em que a regeneração e a conversão são logo seguidas pela morte, o processo, naturalmente, pode ser mais curto. O processo da santificação é completado ou na morte ou imediatamente depois dela no que concerne à alma, e na ressurreição no que se refere ao corpo (Fl.3.21; Hb.12.23; Ap.14.5; 21.27).

 

A Natureza da Santificação

É uma operação sobrenatural de Deus. Alguns pensam,erroneamente, que a santificação consiste meramente no processo de expandir a nova vida implantada na regeneração por apresentar motivos à vontade, persuadindo assim o homem a crescer em santidade. Na realidade é uma operação divina na alma pela qual a disposição santa implantada na regeneração é fortalecida, e a prática das coisas santas é aumentada. Consiste em duas partes:

  1. A mortificação do velho homem: O lado negativo da santificação, consiste em que a contaminação ou corrupção da natureza humana que resulta do pecado é gradualmente removida. O velho homem, isto é, a natureza humana na medida em que é controlada contra o pecado é gradualmente crucificado (Rm 6.11; Gl. 5.24)
  2. A Vivificação do Novo Homem: O lado positivo da santificação consiste em que a disposição santa da alma é fortalecida, sua prática das coisas santas é aumentada, gerando assim um novo curso de vida (Rm.6.4-5; Cl. 2.12; 3.1,3). A nova vida a que ela conduz se descreve como “viver para Deus” (Rm.6.11; Gl. 2.19).

 

A santificação afeta o homem por completo. Desde que se processa no coração, afeta naturalmente todo o ser. Esta mudança do homem interior obrigatoriamente implica numa mudança na vida exterior (Rm.6.12; 1Co. 6.15, 20; 2Co.5.17; 1Ts.5.23). A Escritura ensina que ela afeta o entendimento (Jr.31.34; Jo.6.45) a vontade (Ez. 36.25-27; Fl. 3.13); as paixões (Gl. 5.24); e a consciência (Tt. 1.15; Hb. 9.14).

 

O Caráter Imperfeito da Santificação Nesta Vida

Embora a santificação afete todo o homem, não obstante, o desenvolvimento espiritual dos crentes nesta vida permanece imperfeito. OS Crentes devem lutar contra o pecado durante toda esta vida (Rm.7.7-26; Gl.2.20; 5.17; Fl. 3.12-14; 1Jo 1.8).

 

Os Meios da Santificação

Ø  A Palavra de Deus

Em oposição à Igreja Romana deve sustentar-se que o principal meio usado pelo Espírito Santo é a palavra de Deus. A verdade em si mesma não tem a eficiência adequada para santificar o crente, mas sem dúvida de adapta de maneira natural para ser o meio de santificação na forma em que a emprega o Espírito Santo. A Escritura apresenta todas as condições objetivas para os exercícios e atos santos. Serve para excitar a atividade espiritual apresentando motivos e persuasões, e lhe dá direção mediante proibições, exortações e exemplos (1Pe.1.22; 2.2; 2Pe.1.4).

 

Ø  Os Sacramentos

Estes são os meios por excelência segundo a Igreja Romana. Os protestantes os consideram como subordinados à Palavra de Deus e às vezes até falam deles como a “Palavra Visível”. Simbolizam e selam para nós as mesmas verdades que estão expressas verbalmente na palavra de Deus, e podem ser considerados como a palavra oficial, que contém uma representação viva da verdade, a qual o Espírito Santo utiliza como ocasião para exercícios santos. Não só estão subordinados à Palavra de Deus mas, tão pouco podem existir sem ela e vão sempre acompanhados dela (Rm.6.3; 1Co.12.13; Tt. 3.5; 1Pe. 3.21).

 

Ø  A Direção Providencial

Os atos providenciais de Deus, tanto os favoráveis como os adversos, são freqüentemente poderosos meios de santificação. Com relação à operação do Espírito Santo por meio da Palavra, opera em nossos afetos naturais e desta maneira, incutem a impressão da verdade religiosa e a introduzem na alma. Deve-se recordar que a luz da revelação divina é necessária para a interpretação de sua direção providencial (Sl.119.71; Rm.2.4; Hb.12.10).

 

A Santificação e As Boas Obras

A santificação naturalmente resulta em uma vida de boas obras. Estas podem ser chamadas “os frutos da santificação”, e como tais entram aqui em consideração.

As boas obras são boas, não por serem perfeitas, mas por cumprirem um requerimento divino. Isto no sentido espiritual. São também boas porque brotam do amor de Deus e do desejo de fazer a Sua vontade. Não são feitas somente em conformidade externa com a lei de Deus, mas são feitas também em obediência consciente à Sua vontade revelada. E qualquer que seja o seu alvo próximo, seu alvo final é a glória de Deus (Rm.12.1; 1Co.10.31; Cl.3.17,23). Só os que são regenerados pelo Espírito Santo podem fazer tais boas obras. Isto não significa, contudo, que o não regenerado não pode fazer o bem em nenhum sentido da palavra, o que seria contradizer o ensino claro da Escritura (2Rs.10.29-30; 12.2; 14.3; Lc.6.33; Rm.2.14). As obras que o não regenerado realiza podem ser boas apenas no sentido de que estão em conformidade externa com a lei, mas não em sentido espiritual. Estas obras têm explicação somente na graça comum de Deus. Embora possam ser chamadas boas no sentido geral, são, todavia, radicalmente defeituosas, porque estão divorciadas da raiz espiritual do amor a Deus, não representam nenhuma obediência íntima e real à lei de Deus, e não visam a glória de Deus.  As boas obras dos crentes não são meritórias no sentido estrito da palavra, isto é, não têm valor inerente que mereça por si só uma recompensa. O fato de Deus recompensar as boas obras do crente, não se deve a uma obrigação de Deus por causa delas, mas somente porque Ele na Sua graça prometeu conceder uma recompensa àquelas obras que recebem a Sua aprovação. Essa recompensa é a do tipo que os pais ocasionalmente concedem a seus filhos, e não a de um devedor para com o credor. A Escritura ensina claramente que as boas obras dos crentes não são meritórias (Lc.17.9-10; Rm.5.15-18; 6.23. Ef.2.8-10; 2Tm.1.9; Tt.3.5).

 

Bibliografia

 

&Bíblia de estudo de Genebra.     

&CARREIRO, Oswaldo. IBCU, eclesiologia.

&CPAD. As Disciplinas da Vida Cristã, 2008.

&DUARTE, Welerson Alves. Soteriologia: Objetiva e Subjetiva, 2010.

&Faculdade Teológica e Apologética Dr. Walter Martin, “Curso Interdenominacional de Teologia, Módulo V – Eclesiologia, ICP, 2006.

 

 

 

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