BEM VINDO AO EVANGELHO BÍBLICO     






Partilhe este Site...

STG - Seminário Teológico de Guarulhos

Portal da Igreja Presbiteriana

UMADGUAR - União das Mocidades da Assembleia de Deus em Garulhos

Ministério de Missões da AD Guarulhos

Faculdade e seminário Teológico da Fé Reformada

Cohen University Theologial Seminary

Discipulado sem fronteiras

ICP - Instituto Cristão de Pesquisa



Total de visitas: 512371
A Escola do Espírito
A Escola do Espírito

A Escola do Espírito Jo 14.26

Estudo preparado para um simpósio de Escola Bíblica, visando mostrar a importância da comunhão com o Espírito Santo na prática docente


O que é uma “escola do Espírito”?

Uma escola que realmente pertença a ele; Um lugar onde ele possa manifestar-se sem restrições. Quais são as condições para que haja essa manifestação? Um propósito geral e unânime em prol de ouvi-lo; Professores genuinamente espirituais. Assim, o Espírito Santo atuará nos corações, tanto dos que ouvem, quanto dos que ministram, assumindo o papel de verdadeiro professor. 

Conhecendo o professor Jo 14.17

 

Analisaremos duas facetas deste conhecimento:

1ª Conhecimento teórico – teológico

2ª Conhecimento prático – subjetivo

 

Conhecimento teórico: Paracletologia

É adquirido através de um estudo sistemático a respeito da personalidade, dos atributos e das obras do Espírito Santo nas páginas da bíblia: Paracletologia.

 

O que é o Espírito Santo?

O Que Ele não é. Para melhor compreensão da necessidade em responder esta pergunta, vejamos as concepções sectárias a respeito:

  • Budismo e Hinduísmo: Não acreditam na existência do Espírito Santo;
  • Judaísmo: Espírito Santo é apenas outro nome para a atividade de Deus na terra;
  • Espiritismo: O Espírito Santo é uma falange de Espíritos;
  • Nova Era: Para alguns de seus pensadores, o Espírito Santo é uma força psíquica.
  • Testemunhas de Jeová: O Espírito Santo é uma força ativa, semelhante a uma corrente elétrica.

 

A personalidade do espírito Santo

O Espírito Santo possui todas as qualidades inerentes a uma pessoa. Desempenha as mesmas funções de um indivíduo; possui intelecto, emoção e vontade.

Vejamos alguns de seus atributos pessoais:

  • Consola: “A igreja passava por um período de paz em toda a Judéia, Galiléia e Samaria. Ela se edificava e, consolada pelo Espírito Santo, crescia em número, vivendo no temor do Senhor”. At 9.31
  • Ensina: “Mas o conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse”. Jo 14.26 Guia “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. Rm 8.14
  • Fala: “Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz À igreja”. Ap 2.7
  • Ordena: “Paulo e seus companheiros viajaram pela região da Frigia e da Galácia, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na província da Ásia. Quando chegaram à fronteira da Mísia, tentaram entrar em Bitínia, mas o Espírito de Jesus os impediu”. At 16.6,7
  • Clama: “E, porque vocês são filhos de Deus, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao coração de vocês, e ele clama ‘Aba Pai’”. Gl 4.6
  • Intercede: “Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. Rm 8.26
  • Entristece-se: “Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção”. Ef 4.30
  • Testemunha de Jesus Cristo: “Quando vier o Conselheiro que eu enviarei a vocês da parte do meu Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, Ele testemunhará ao meu respeito”. Jo 15.26
  • Comissiona ministros: “Enquanto adoravam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: ‘Separem-me Barnabé e Saulo para a obra que os tenho chamado’”. At 13.2

 

Com base nestes versículos, extraídos da Palavra de Deus, e em conformidade com seus respectivos contextos, podemos negar as concepções sectárias e afirmar que o Espírito Santo é uma pessoa, e não qualquer outro tipo de manifestação.

Uma vez que o Espírito Santo é, irrefutavelmente, uma pessoa, surge a pergunta: Quem é a pessoa do Espírito Santo?

Quem o Espírito Santo não é.

Concepções sectárias que reconhecem a personalidade do Espírito Santo, mas têm dificuldade em explicar “quem” ele é enquanto pessoa:

  • Islamismo: Dividem-se em dizer que o Espírito Santo é o próprio Jesus ou o anjo Gabriel (que eles chamam de arcanjo).
  • Mórmons: Vêem-no como um deus separado do Pai e do Filho, composto por uma substância líquida através da qual Deus exerce influência.
  • Igreja da Unificação: Ele é um espírito feminino que trabalha com Jesus no mundo dos espíritos com um propósito: Levar as pessoas ao reverendo Moon.
  • Os Unicistas (Igreja Voz da Verdade, Igreja Local, seguidores de Yehoshua e outros): O Espírito Santo é o próprio Jesus.

A Deidade do Espírito Santo.

Vamos analisar alguns dos atributos que definem quem ele realmente é; atributos exclusivos de Deus que a bíblia aplica à pessoa do Espírito Santo:

  • Eternidade “Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito Eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus”. Hb 14.9
  • Onipotência “O anjo respondeu: ‘O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que nascer será chamado Santo, Filho de Deus”. Lc 1.35
  • Onisciência “Mas Deus o revelou a nós por meio do Espírito. O Espírito sonda todas as coisas, até mesmos as mais profundas de Deus”. 1Co 2.10
  • Onipresença “Para onde eu poderia escapar do teu Espírito? Para onde eu poderia fugir da tua presença? Se eu subir aos céus, lá estás; Se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás. Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar, mesmo ali tua mão direita me guiará e me susterá”. Sl 139.7-10

Mais uma vez, os versículos bíblicos analisados dentro do seu contexto original respondem à pergunta inicial e vão de encontro às concepções sectárias combatendo-as. O Espírito Santo é Deus. Quem peca contra Ele, peca contra Deus (At 5.3,4).

O Espírito Santo é o próprio Deus todo poderoso, não um deus inferior, um mero mensageiro do Pai; isso fica patente nas páginas da Palavra de Deus.

 

Obras do Espírito santo na vida do Cristão

  • Convence do pecado “Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” Jo 16.8
  • Sela o que o aceita “Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção”. Ef 4.30
  • Regenera os selados “Respondeu Jesus: Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no reino de Deus se não nascer da água e do Espírito” Jo 3.5
  • Santifica os regenerados “A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus nem pode fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus. Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito”. Rm 8.6-9
  • Batiza “Isto é o que foi predito pelo profeta Joel: Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos”. At 2.16,17
  • Ministra dons espirituais “Pelo Espírito, a um, é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de curar, pelo único Espírito; a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de Espíritos; a outro, variedade de línguas; e a outro, interpretação de línguas. 1Co 12.8-10

Os pentecostais dividem os dons espirituais em três classes.

  • Dons de Revelação: Palavra da sabedoria Palavra do conhecimento Discernimento de espíritos
  • Dons de Poder: Fé Cura Milagres
  • Dons de Elocução Profecia Línguas Interpretação

 

Mas para que a escola realmente seja DO ESPÍRITO e para que este tome a cadeira de PROFESSOR, toda essa teoria precisa saltar da cadeia de versículos e penetrar no âmago de nossas vidas.

“Misericórdia quero e não sacrifício; e conhecimento de Deus em lugar de holocaustos”. Os 6.6

Então, mostra-se necessário analisarmos a outra faceta deste conhecimento; o conhecimento “prático” do Espírito Santo.

Conhecimento Prático: subjetividade

“Naquela ocasião, Jesus disse: Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos”. Mt 11.25

 

É o resultado das experiências vivas com o mundo espiritual, através das manifestações intrínsecas do Espírito Santo.

Veja um contraste entre as duas facetas do conhecimento:

 

Teoria: “O Espírito convence do pecado”

Prática: Ele me arrancou do lamaçal do pecado, me mostrou a pessoa que eu era e me chamou para a salvação.

 

Teoria: “O Espírito Batiza”

Prática: Estou cheio de seu poder e unção.

 

Teoria: “O Espírito regenera”

Prática: Eu já vivo uma nova vida.

 

Teoria: “O Espírito santifica”.

Prática: Estamos no processo...

 

Teoria: ”O Espírito concede dons”.

Prática: Ele fala através de mim.

 

1.O que é necessário para conhecer o professor no aspecto subjetivo do conhecimento?

  • Fé, porque a fé é o firme fundamento das coisas que esperamos e a certeza das coisas que não vemos.
  • Oração, pois a oração é o nosso elo com o mundo espiritual. Rm 8.26 nos diz que o Espírito Santo participa de nossas orações.
  • Jejum, ”Enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: Separem-me Barnabé e Saulo para a obra que os tenho chamado”. At 13.2. O Jejum é a abstenção de alimentos e tem como propósito o quebrantamento da carne, a demonstração de um coração contrito e necessitado da ajuda e presença de Deus.
  • Consagração. Consagrar significa tornar santo, separado. Cada momento que passamos em um lugar reservado, cantando um hino, lendo uma passagem bíblica só pelo prazer de adorar a Deus, ou praticando uma oração de agradecimento, é uma consagração. Na verdade, é impossível que o crente vá à igreja pela manhã consagrar sua vida, pois esta já está consagrada. O que podemos consagrar são os momentos que dedicamos exclusivamente a Deus. Quando vamos à igreja pela manhã, é a manhã que é consagrada, pois nós já o somos.
  • Santificação, pois o Espírito é Santo.
  • Convicção plena de sua presença, pois sem fé é impossível agradar a Deus. Quem se aproxima dele tem de crer que ele existe. Hb 11.6
  • Manter constante comunhão com Ele. 1Ts 5.19, não extinguir o Espírito.
  • Estreitar o contato com Ele ao nível da intimidade. Ef 5.18, não se embriagar com o vinho, mas encher-se do Espírito.

2. Os motivos da escola - uma questão de propósito

1º Propósito: Testemunhar de Jesus

Se a escola é do Espírito, ela cumpre o desígnio de Jesus quanto ao recebimento desse professor:

“Mas receberão poder quando o Espírito santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. At 1.8

2º Propósito: Glorificar a Deus com nosso trabalho

Se ensinarmos em nome do Espírito, buscaremos a glória de Deus e nos orgulharemos disso:

“Contudo, quem se gloria, glorie-se no Senhor” 2Co 10.17

Seja qual for a função que desempenhemos na obra do Senhor, só obteremos sucesso se a desempenharmos para a glória de Deus.

Se nós trabalhamos na igreja em busca de honras e recompensas humanas, estamos nos aventurando no lugar errado. Que ele cresça e nós diminuamos!

3º Propósito: Formação de gente salva

“Ide por todo o mundo e fazei discípulos” Mc 16.15

O objetivo dos professores cristãos não deve ser apenas o de enriquecer as pessoas com informações técnicas e conhecimento sistemático da bíblia; o evangelho (grego: boa notícia) deve levar as pessoas a Jesus no aspecto da salvação. Muito acima de termos pessoas “que sabem”, precisamos ter pessoas salvas.

4º Propósito: Formação de formadores de gente salva

1Tm 1.3

O evangelho tem essa característica. Quando Saulo viu aquele clarão e teve um encontro com Jesus, mal caíram as escamas de seus olhos e ele já estava pregando o evangelho.

A mulher samaritana, ao ouvir as palavras de Jesus, correu anunciando entre seus compatriotas a grandeza do que lhe havia acontecido.

Precisamos (agora na questão do conhecimento) de pessoas com preparação apologética para propagarem e defenderem o evangelho.

 

3.O Sucesso da Escola

O sucesso depende de professores que:

  • Tenham determinação Como Daniel, determinado em não se contaminar com os alimentos do rei; Como Ananias, Misael e Azarias, determinados em irem para fornalha, mas não se prostrarem perante a estátua do rei. Quem está determinado não volta atrás na primeira ou segunda dificuldade.
  • Tenham projetos, perspectivas de trabalho, alvos a alcançar. Muitas pessoas negligenciam os trabalhos da igreja por pensarem que tudo se resolverá simplesmente porque são pessoas que oram e esperam em Deus. É verdade que todos os passos do cristão devem estar calcados na oração e na confiança do Senhor; mas uma vez que Deus nos confiou uma responsabilidade, temos a obrigação de desenvolver uma planilha de trabalho apontando nossos planos e objetivos para o ministério que assumimos.
  • Tenham iniciativa para fazer as coisas acontecerem, como Isaias (capítulo 6), que se propôs a ir em nome da causa do Senhor.
  • Tenham dedicação para dar andamento ao projeto e só pararem no fim. Podemos citar como exemplo a vida de Paulo; muitos trabalhadores da obra de Deus começam como muita sede, correm bastante; mas logo se cansam e acabam por abandonar a causa de Cristo. Mas Paulo combateu o bom combate, terminou a carreira e guardou a fé (até o fim).
  • Perseverem no propósito inicial “Mas aquele que perseverar até o fim será salvo” Mt 24.13
  • Sejam apaixonados “Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. Caso continue vivendo no corpo, terei fruto do meu trabalho. E já não sei o que escolher! Estou pressionado dos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor; contudo, é mais necessário, por causa de vocês, que eu permaneça no corpo” Fp 1.21-24
  • Entreguem-se plenamente e dependam sempre do Sumo Professor “Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou” 1Jo 2.27
  • Por fim, o sucesso da escola do Espírito depende de que, muito além dos dons espirituais, o fruto do Espírito esteja ativo nos professores. Por definição, o fruto do Espírito são as virtudes e manifestações do Espírito Santo na vida e personalidade do Cristão. É importante frisar que “fruto” aparece no singular, ou seja, todas as virtudes devem estar patentes simultaneamente. A falta de qualquer uma delas denota a ausência do fruto. Lemos: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” Gl 5.22.

topo