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Vida Devocional 03 - A Bíblia
Vida Devocional 03 - A Bíblia

O Papel da Bíblia na Vida Devocional

Leitura: Mt 22..29

 

A leitura bíblica é vital para a vida devocional do Cristão. Seja em momentos de meditação, seja em uma sala de seminário teológico, seja em um grupo de estudos da Igreja, a Bíblia revela a beleza e a magnificência dos feitos, dos objetivos e das promessas de Deus. Nas páginas do Texto Sagrado, o homem pode se encontrar com o Senhor de modo ímpar e chegar a um conhecimento de Deus de intrínseca profundidade.

 

 

A Bíblia

 

 

A Bíblia é composta por sessenta e seis livros, trinta e nove no Antigo e vinte e sete no Novo Testamento. Foi escrita por cerca de quarenta homens, por um período aproximado de dezesseis séculos. Escritores que pertenciam a classes, culturas, lugares e épocas diferentes e muitas vezes não tinham conhecimento do que os outros haviam escrito. A perfeita unidade da Bíblia, em meio à alegria e tristezas, apresenta uma só mensagem: A salvação através de Jesus.

 

O caminho da Bíblia até os dias de hoje

Cânon tem origem na palavra grega kanõn que significa “instrumento de medir” mais tarde foi empregado no sentido metafórico de “regra de ação”. Em meados do quarto século da era atual o vocábulo passou a ser aplicado à Bíblia, reconhecida como a “regra de ação” investida de autoridade divina.

No inicio, os livros existiam em sua forma individual e já eram canônicos na sua origem. Alguns concílios eclesiásticos passaram a reconhecer que os livros possuíam autoridade divina e colecioná-los em um único volume.

Os textos bíblicos, inicialmente, eram copiados com extremo rigor pelos judeus, que seguiam suas tradições e ortodoxia, não permitindo que fosse traduzida em outro idioma. Com o estabelecimento do império de Alexandre, o grande, a partir de 331 a.C., o grego tornou-se língua obrigatória, e como conseqüência, tornou-se imprescindível que os textos sagrados dos judeus fossem traduzidos para o grego.

Em 285 a.C., Demétrio Falario, bibliotecário do rei Ptolomeu Filadelfo, juntou 72 sábios judeus (daí o nome da tradução grega Septuaginta ou LXX) na cidade de Alexandria e deu inicio à primeira tradução dos escritos sagrados em outra língua. Após 39 anos de trabalho, essa obra foi concluída e assinalou o começo da grande divulgação das escrituras fora dos limites judaicos.

O mundo estava sendo preparado para o advento de Cristo e permitindo que os gentios também conhecessem melhor esse Deus dos judeus. Na Igreja primitiva, todos conheciam e usavam essa versão.

Por volta de 228 d.C., Orígenes, considerando que a septuaginta continha alguns erros de tradução, compôs uma grande obra que somava 50 volumes, e que continha 6 versões dos escritos sagrados; a própria septuaginta, 3 versões em grego (escritas em 130 d.C. por Áquila do Ponto, em 160 d.C. por Teodoro de Éfeso e em 218 d.C. por Símaco da Samaria), além do texto em hebraico e em grego.

Em 382 d.C., o bispo Damaso encarregou São Jerônimo de traduzir da septuaginta para o latim, o livro de Salmos e também o NT. Esse trabalho demorou 35 anos. Mais tarde Damaso assume a direção da Igreja e começa sentir inveja da cultura e influencia de Jerônimo, que passa a ser perseguido e humilhado, refugiando-se em Belém, onde permanece trabalhando durante 34 anos na tradução da toda bíblia para a língua latina. Jerônimo escreveu ainda, 24 livros de comentários bíblicos, um conjunto de biografias, duas historias da Igreja primitiva e vários tratados. Essa versão de Jerônimo ficou conhecida mais tarde como Vulgata, e é usada até hoje pela Igreja católica como a versão autentica das escrituras para o latim. Apesar da acusação de vários eruditos de que ela é “pobre” e contem falhas graves.

A primeira tentativa de tradução da bíblia em português foi feita por D. Diniz, rei de Portugal, (1279-1325) com base na vulgata. Apesar de todo seu esforço só conseguiu traduzir os 20 primeiros capítulos de Gênesis. Somente em 1380 é que surgiu a primeira bíblia traduzida para o Inglês por John Wycliff.

D. João I sucessor de D. Diniz, encarregou um grupo de padres a reiniciar o trabalho de tradução da Vulgata, só que iniciando pelo NT, e ele próprio, conhecedor do latim se incumbiu de traduzir o livro de Salmos.

Visto que não existia imprensa, tais trabalhos eram manuscritos em pergaminho, o que tornava o processo muito lento e oneroso, suportado apenas pela Igreja Romana ou pelos monarcas.

Coube a João Ferreira de Almeida a grandiosa tarefa de traduzir pela primeira vez o AT e o NT para o português; convertido ao catolicismo aos 17 anos, começou seu árduo trabalho de tradução. Após perder seus manuscritos teve que reiniciar o trabalho em 1648 quando contava com vinte anos.

Conhecedor de grego e hebraico, ele pode utilizar-se de manuscritos destas línguas para sua tradução, e também utilizar-se das traduções holandesa, francesa, italiana, espanhola e latina (Vulgata), já existentes.

Após 29 anos de trabalho terminou a tradução do NT e 5 anos mais tarde, em 1681 saiu impresso o 1º NT em português.

Em seguida ele começou a tradução do AT e em 6 de agosto de 1891, quando faleceu já havia traduzido até Ezequiel 41:21. O trabalho foi concluído pelo pastor Jacobus op den Akker da Batavia, iniciando em 1748.

Em 1753 foi impressa a primeira bíblia totalmente em português.

 

A Bíblia no Brasil

Em 1847 apareceu no Maranhão o primeiro NT traduzido por Frei Joaquim de N. S. de Nazaré, baseado na Vulgata. Interessante que essa publicação trazia em seu prefácio pesadas acusações contra a Bíblia dos protestantes, que segundo seus acusadores traziam mensagens contra Jesus e tudo que havia de bom.

Varias versões apareceram em seguida, mas nenhuma chegou a ser utilizada em grande escala. Em 1902 as sociedades bíblicas, empenhadas na disseminação do evangelho no Brasil patrocinaram uma nova tradução baseada em manuscritos melhores que os utilizados por Almeida. Essa versão foi publicada pela 1º vez em 1917, mas apesar de ser muito apreciada por estudiosos não conseguiu firmar-se diante do grande publico.

Em 1930 o padre Matos Soares, fez uma tradução baseada na Vulgata e inseriu notas em parênteses no texto, defendendo os dogmas da Igreja romana. Por isso recebeu o apoio papal em 1932 e ainda hoje é a versão mais apreciada pelos católicos.

Em 1943 as Sociedades Bíblicas Unidas, encomendaram a um grupo de hebraístas, helenistas e vernaculistas a revisão da tradução de Almeida. Essa comissão melhorou a linguagem, a grafia de nomes próprios, e o estilo da bíblia de Almeida. Em 1948 surgiu a Sociedade Bíblica do Brasil, e fez duas revisões no texto de Almeida, uma mais aprofundada que se deu o nome de Edição revista e atualizada no Brasil e outra menos profunda que conservou o antigo nome de “corrigida”.

Atualmente a bíblia é encontrada em mais de 1500 línguas e dialetos.

 

A inspiração da Bíblia

Inspiração é a ação de Deus sobre os autores bíblicos, capacitando-os a compor a revelação divina, sem detrimento de suas personalidades e estilos próprios.

O Espírito Santo proporcionou a cada autor a compreensão espiritual necessária para transmitir os ensinos de Deus, por isso a Bíblia é proveitosa para resolver questões tanto de fé como de vida prática, ou seja, a Bíblia não é apenas fruto do pensamento, da premeditação e arte humanas, é palavra de Deus que foi escrita por um homem.

É a inspiração divina que garante a veracidade, a coerência e a unidade encontrada na Bíblia, mesmo tendo livros escritos em épocas diferentes, por pessoas de diversos níveis culturais, em países diferentes.

 

 

Estudo Sistêmico da Bíblia

Leitura: 2 Timóteo 2.15

 

O estudo da Bíblia é fundamental para a compreensão dos propósitos e da vontade de Deus para a vida do ser humano. Estudar de modo sistêmico significa analisar o texto, buscando respostas para questões teológicas e devocionais, sistematizando o conteúdo da Palavra de Deus. Esta é a proposta da teologia sistemática que se encarrega de temas como a salvação, o pecado, a trindade, o estudo do Pai, do Filho e do Espírito Santo, entre outros.

Embora movimentos sectários questionem o estudo da teologia de forma metódica, o escritor dos Atos dos Apóstolos chama “nobres” aqueles que o exercem (At 17.5).

O estudo teológico é importante, não para o acúmulo de informações, mas para uma visão ampla dos ensinos, dos feitos e da vontade de Deus para o ser humano (2Tm 3.16). Assim, teologia é, acima de tudo, espiritual.

É importante para o estudante possuir mais de uma tradução do texto bíblico, uma chave bíblica para localizar os versículos mais facilmente, podendo comparar as coisas espirituais com as espirituais (1Co 2.13), sabendo que a Bíblia depende de si mesma para ser interpretada (2Pe 1.20), dicionários e comentários bíblicos de diferentes autores (desde que ortodoxos) e um pastor ou professor para ajudar nas dúvidas e conclusões. O tempo e a dedicação são fundamentais para um resultado proveitoso.

 

 

Leitura Devocional da Bíblia

Leitura: Romanos 15.4

 

            Além do estudo sistemático da Bíblia, o cristão precisa dedicar momentos de sua vida para penetrar no texto bíblico, permitindo que o Espírito Santo aplique a mensagem ao seu coração. Segundo Moody, a Bíblia não foi dada para aumentar o conhecimento, mas para mudar a vida do homem.

            Lendo a Palavra, o homem se encontra com Deus, pois é o poder de Deus para aqueles que crêem (1Co 1.18). Meditando nela, o homem recebe o ensino do Espírito Santo que o capacita a compreender e conhecer profundamente a vontade de Deus (1Co 2.13), pois Deus não reservou tal conhecimento apenas para doutores, mas trata-se de um conhecimento que vai além das perspectivas humanas e que Deus revelou para os seus pequeninos (Lc 10.21). É através da Palavra de Deus que Cristo santifica a sua Igreja (Ef 5.26). Na leitura bíblica devocional, o homem tem acesso a essa santificação (o que não significa dizer que estudos sistemáticos, mesmo que realizados em uma sala de aula, não causem o mesmo efeito de santificação, transformação e encontro com Deus).

 

Meditação

Disse, certa vez, um estudioso: “Ler sem meditar é comer sem mastigar”.

A meditação bíblica não tem nenhuma relação com as seitas orientais, pois seu objetivo último é a familiarização e a mentalização da Palavra de Deus (Gn.24:63, Sl 63:6; Mt 4.1-11, Lc 6.12, Mt 14.23 e 23, Mc 1.35 e 6.31).

            Assim, meditação é “o processo espiritual e mental de se digerir textos bíblicos de tal maneira que eles se tornem parte ativa na vida da pessoa.” A Palavra de Deus se torna alimento para os nascidos de Deus (Jo 3.6, 1Co 2.9-12). Ao dedicar tempo para a meditação bíblica, o crente compreende melhor o caráter de Deus e pode remodelar sua vida (Jo.14:21, 23 e 24).

 

Bibliografia

 

&Bíblia de estudo de Genebra.     

&CARREIRO, Oswaldo. IBCU, eclesiologia.

&CPAD. As Disciplinas da Vida Cristã, 2008.

&IBCU. Vida Devocional, 200

&YANCEY, Philip. Oração, Ela Faz Alguma Diferença? Editora Vida, 2007