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Teologia Sistemática
Teologia Sistemática

TEOLOGIA SISTEMÁTICA

Um breve resumo da obra de Berkhof


1. INTRODUÇÃO Á TEOLOGIA SISTEMÁTICA 

1.1. Principais Autores e os Nomes que deram à Teologia Sistemática 

1.2. Formulação de Credos e Confissões após a Reforma

1.3. Definição de Teologia Sistemática 


2. REVELAÇÃO E INSPIRAÇÃO 

2.1. Revelação 

2.2. Revelação Geral

2.3. Revelação Especial


3. TEONTOLOGIA

3.1. A existência de Deus 

3.2. Os atributos de Deus

3.3. A Bíblia

3.4. As obras de Deus

3.5. A Trindade

3.6. Os anjos


4. ANTROPOLOGIA

4.1. Origem e natureza

4.2. O pecado



5. CRISTOLOGIA 

5.1. A Pessoa de Cristo

5.2. Os estados de Cristo

5.3. Os Ofícios de Cristo


6. SOTERIOLOGIA

6.1. Soteriologia Objetiva 

6.2. Soteriologia Subjetiva


7. PARACLETOLOGIA

7.1. Operações do Espírito Santo em Geral


8. ECLESIOLOGIA

8.1. A Igreja

8.2. Os Sacramentos: elemento material e elemento espiritual


9. ESCATOLOGIA

9.1. Escatologia Individual

9.2. Escatologia Geral

 

 

1. INTRODUÇÃO À TEOLOGIA SISTEMÁTICA

 

1.1. Principais Autores e os Nomes que deram à Teologia Sistemática

 

No período Antigo: Orígenes, c. 218, Agostinho, c. 421, João de Damasco, c. 750.

Na Idade Média: Anselmo (1033-1109), Pedro Lombardo (1160 – 1160, Tomás de Aquino (1225-1274).

No Período da Reforma: Martinho Lutero (1483-1546), Felipe Melanchton (1497 – 1560), Ulrich Zwinglio (1484-1531), João Calvino (1509-1564).

 

1.2. Formulação de Credos e Confissões após a Reforma

 

Credos Luteranos:O catecismo Maior e o Breve Catecismo de Lutero (1529); A Confissão de Augsburg de 1530 e 1540; A Fórmula de Concórdia (1576).

Credos Reformados: Os 67 Artigos de Zwinglio (1523); A 1ª Confissão Helvética (1536); O Catecismo de Genebra ou Catecismo de Calvino (1541); 2ª Confissão de Helvética (1556); A 1ª Confissão Gaulesa ou Francesa (1559); A 1ª Confissão Escocesa (1560); A Confissão Belga (1561); O Catecismo de Heildlberg (1563); Os 39 Artigos da Igreja da Inglaterra (1563 e 1571); A 2ª Confissão Escocesa (1581); Os Cânones de Dort (1618); A Confissão de Fé e Os Catecismos de Westminster (1644-1647).

 

 

 

1.3. Definição de Teologia Sistemática

A palavra “teologia” é derivada dos termos gregos theos, que significa “Deus” e iogos, que significa “palavra”, “discurso”, “tratado” ou “estudo”. A Teologia pode então ser conceituada, do modo mais simples, como “a ciência do estudo de Deus”. O seu campo é estendido não apenas à pessoa de Deus, mas também às Suas obras, de forma que ela tem sido chamada de “o estudo de Deus e de sua relação para com o Universo”.

“Sistematizar”, por sua vez,  é “reduzir diversos elementos a um sistema” ou “agrupar em um corpo de doutrina”. Sistemático, portanto, é aquilo que segue um sistema, uma ordenação, um método. Quando se aplica o adjetivo a essa disciplina da enciclopédia teológica não se quer dizer que outras disciplinas (como a exegese ou a teologia bíblica) não seguem qualquer sistema, mas que é a Teologia Sistemática que procura oferecer a verdade acerca de Deus e sua obra, apresentada na Bíblia, como um todo, como um sistema unificado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2. REVELAÇÃO E INSPIRAÇÃO

 

2.1. Revelação

A idéia de religião conduz naturalmente a da revelação. Se Deus não se revela, o homem absolutamente não estaria em posição de conhecê-lo e toda religião seria impossível.

A Bíblia é a revelação que Deus apresenta do plano e da história da redenção e, como tal, é também o registro histórico do que Deus tem feito e dito para realizar esse plano. Embora não seja um livro de Teologia Sistemática, seu conteúdo pode ser sistematizado.

2.2. Revelação Geral

Ainda que a idéia de revelação deva ser tirada da Bíblia, não significa que esta seja a única. A própria Bíblia declara que há uma revelação de Deus expressa através das obras da criação, da providência e no próprio homem. A isso se denomina Revelação Geral.

 

2.3. Revelação Especial

A Revelação Especial não se tornou necessária apenas depois e por causa da queda. Ela foi necessária mesmo antes do pecado, quando foi dada como parte do processo de revelação que Deus quis dar de Si mesmo e do Seu propósito ao homem, sendo o meio pelo qual Deus deu a conhecer a Sua aliança com o homem e entrou em relacionamento com Ele. É certo que, por causa do pecado, o homem tornou-se incapaz de conhecer a Deus através da Revelação Geral, precisando, portanto, dos “novos olhos” da Revelação Especial. Também é certo que a Revelação Geral nada fala da graça de Deus ao homem. Conforme Romanos 1 e 2, ela apenas mostra que todos, judeus e gentios, estão debaixo da condenação e são indesculpáveis. Cristo, como o remédio para o pecado do homem, não é revelado pela Revelação Geral. Mas também é certo que o homem não precisava da graça de Deus antes de pecar. Ele era alvo da bondade de Deus, mas não de Sua graça, visto que a graça é “favor necessitado, mas não merecido” e o homem não necessitava desse favor. Não estava em dívida com Deus. O conceito de graça só entrou na história da humanidade depois da queda, quando o homem ficou debaixo da condenação e necessitado da salvação. Por isso, a Revelação Especial tornou-se necessária não apenas para que o homem pudesse compreender a Geral, mas para que conhecesse a misericórdia e a graça do Deus salvador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3. TEONTOLOGIA

 

3.1. A existência de Deus

            A existência de Deus é a principal pressuposição da teologia. Não há sentido em falar-se do conhecimento de Deus, se não se admite que Deus existe.

            O Cristão aceita a verdade da existência de Deus pela fé, porém uma fé baseada em provas que se encontram, primariamente nas Escrituras, Palavra Inspirada de Deus e, em segundo lugar, na natureza.

            Quando se trata da prova bíblica da existência de Deus, não se trata de prova explícita ou de argumentação intelectual, pois para os escritores bíblicos não há uma objetividade de provar a existência de Deus, mas de escrever a respeito dele. A Bíblia é baseada na pressuposição da existência de Deus, Criador, Sustentador e Governador de todas as coisas. A Bíblia testifica a soberania de Deus, sobre seus propósitos e o auge dessa revelação está em Cristo, no Novo Testamento. Isso constitui o alicerce da fé Cristã na existência de Deus.

            A credibilidade da Palavra é a base fundamental da fé em Deus, mas a natureza, sua grandeza e perfeição também revelam a existência de uma inteligência superior e perfeita que cria, organiza e sustenta todas as coisas.

            Para essa segunda forma de revelação de Deus, foram desenvolvidos diversos argumentos para provarem sua veracidade através dos séculos. São eles: ontológico, cosmológico, teleológico, moral e histórico.

 

3.2. Os atributos de Deus

            Quanto aos atributos incomunicáveis de Deus, Ele é um Ser Absoluto.

            Deus é autoexistente, ou seja, Ele mesmo é a base de sua existência. É imutável, não apenas em seu ser, mas em seus propósitos, promessas e perfeições. Deus é infinito, de modo que não há nenhuma limitação ao Ser divino ou de Seus atributos, sendo ele perfeito, absoluto, eterno e imenso. Deus é um e é único.

            Quanto aos atributos comunicáveis de Deus,m Ele é um Espírito Pessoal. Estes atributos salientam a Sua Natureza.

            Deus é Espírito, existindo como um Ser substancial exclusivamente Seu e distinto do mundo, sendo imaterial, invisível, e sem composição nem extensão.

            Deus possui atributos intelectuais. Conhecimento, atributo pelo qual conhece a si próprio e a todas as outras coisas sem limitação. Sabedoria, que é um aspecto de Seu conhecimento. Veracidade, bondade, santidade, justiça, soberania, onipotência, onipresença, onisciência, transcendência.

 

3.3. A Bíblia

            As Escrituras são o modo pelo qual Deus revela aos seres humanos sua criação, a própria história humana, os propósitos divinos, a queda e os planos de salvação em Cristo. Antigo e Novo Testamento foram compilados por quase dezesseis séculos para trazer ao ser humano a mensagem do evangelho de Cristo de forma cabal, completa, porém simples e plenamente compreensível, ainda que haja questões complexas e difíceis de aceitar um consenso, a mensagem da salvação em Cristo é acessível a todos os seus leitores.

 

3.4. As obras de Deus

            A teologia reformada, calvinista, dá ênfase à soberania de Deus, em virtude da qual Ele determinou soberanamente, desde toda a eternidade, tudo quanto há de suceder, e executa a Sua soberana vontade em Sua criação toda, natural e espiritual, de conformidade com o Seu plano predeterminado. Alguns aspectos dos decretos de Deus:

            O decreto Divino é somente um; há relação do decreto divino com o conhecimento divino; o decreto divino se relaciona com Deus e com o homem; o decreto0 para agir não é o ato propriamente dito.

            O decreto de Deus tem seu fundamento na soberania divina. É eterno, eficaz, imutável, absoluto, universal e permissivo em relação ao pecado. Deste conceito, segue a predestinação: eleição e reprovação.

Deus, por Seu poder absoluto, produziu do nada o universo. É um ato do Trino Deus, oriundo de Sua vontade, é uma obra temporal (o que não pressupõe que já existisse o tempo no antes da criação), a criação foi produzida do nada, propiciando ao mundo uma existência distinta, mas dependente. Tudo isso Deus fez para a felicidade do homem e para Sua eterna glória.

 

3.5. A Trindade

            Há um só Deus que subsiste eternamente em três pessoas: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. Pode-se discutir melhor, e resumidamente, a doutrina da Trindade em conexão com várias proposições que constituem um epítome da fé professada pela Igreja sobre estes pontos: Há no Ser divino apenas uma essência indivisível e três pessoas ou subsistências individuais, o Pai, o Filho e o Espírito Santo; toda a indivisa essência de Deus pertence igualmente a cada uma das três pessoas; a subsistência e as operações das três pessoas do Ser Divino são assinaladas por certa ordem definida; há certos atributos pessoais pelos quais se distinguem as três pessoas; a igreja confessa que a Trindade é um ministério que transcende a compreensão do homem.

 

3.6. Os anjos

     Diferente de Deus, os anjos são seres criados, espirituais e incorpóreos, dotados de racionalidade, moralidade e imortalidade, havendo, por conseguinte, anjos bons e maus. Esses seres existem aos milhares e milhões, divididos em ordens: Querubins, Serafins, Principados, potestades, tronos, domínios e arcanjo.

     O serviço dos anjos consiste em louvor contínuo a Deus, assistência aos eleitos, proteção aos pequeninos e intermediação em revelações especiais.

     Os anjos maus são seres que não mantiveram a sua condição original, mas caíram. Seu pecado não é revelado, mas acredita-se em exaltação contra Deus. Seu líder é Satanás, aparentemente um poderoso príncipe do mundo angélico. Esses anjos como poderes das trevas, prestam-se para maldizer a Deus, pelejar contra Ele e Seu Ungido, e destruir a Sua obra. Então em constante rebelião contra Deus, procuram cegar e desviar até os eleitos, e animam os pecadores no mal que estes praticam. Mas são espíritos perdidos e sem esperança. Agora mesmo estão acorrentados ao inferno e a abismo de trevas e, embora não estejam ainda limitados a um lugar só, no dizer de Calvino, contudo, arrastam consigo as suas cadeias por onde vão, 2 Pe 2.4; Jd 6.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4. ANTROPOLOGIA

4.1. Origem e natureza do homem

     A Bíblia relata a criação do homem como uma obra que teve origem no eterno conselho de Deus (Gn 1.26), criando o mesmo conforme sua imagem  e semelhança. Foi um ato imediato de Deus, criando o homem conforme um tipo divino, em distinção das demais criaturas. Na criação, é feita clara distinção entre o corpo, criado do pó da terra e a alma, nova substância que não utilizou de mnaterial preexistente. Tão logo da criação, o homem é colocado em uma posição exaltada, para governar (Gn 11.26) toda a criação.

     A exposição geral da natureza do homem na Escritura é claramente dicotômica. De um lado, a Bíblia nos ensina a ver a natureza do homem como uma unidade, e não como uma dualidade consistente de dois elementos diferentes, cada um dos quais movendo-se ao longo de linhas paralelas em realmente unir-se para formar um organismo único.

 

4.2. O Pecado

            O decreto eterno de Deus evidentemente deu a certeza da entrada do pecado no mundo, mas não se pode interpretar isso de modo que faca de Deus a causa do pecado no sentido de ser Ele o seu autor responsável. Esta idéia é claramente excluída por vários textos das Escrituras.

            O pecado se origina no mundo angélico, onde, sob o comando do Diabo, uma parte dos anjos se rebelaram contra Deus. Com respeito à raça humana, a Bíblia ensina que ele teve início com a transgressão de Adão no paraíso e, portanto, com um ato perfeitamente voluntário da parte do homem. 

            É necessário distinguir os elementos no pecado original:

  • A culpa original, que expressa a relação entre o pecado e a justiça, onde o culpado está numa relação penal com a lei;
  • A corrupção original, que inclui a ausência da justiça original e a presença do mal positivo.
  • A depravação total significa  que a corrupção inerente abrange todas as partes da natureza do homem, todas as faculdades e poderes da alma e do corpo; e que absolutamente não há no pecador bem espiritual algum, isto é, bem com relação a Deus, mas somente perversão.
  • Incapacidade total que indica o pecador não regenerado não pode praticar nenhum ato, por insignificante que seja, que fundamentalmente obtenha a aprovação de Deus e corresponda às exigências da santa lei de Deus; e  que ele não pode mudar a sua preferência fundamental pelo pecado e por isso mesmo, trocando-a pelo amor a Deus; não pode sequer fazer algo que se aproxime de tal mudança.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5. CRISTOLOGIA

5.1. A Pessoa de Cristo

            A Cristologia é o capítulo da Teologia Sistemática que estuda a Pessoa e obra de Jesus Cristo. Cristo é o Mediador entre Deus e o homem e não obstante ser uma só Pessoa, Ele é o Deus e homem, ao mesmo tempo. Essa constituição está acima da capacidade de compreensão humana, sendo referida na Bíblia como um  mistério (1Tm. 3:16).  Em Cristo, estão as duas naturezas em uma só pessoa, sendo ele verdadeiramente Deus e verdadeiramente humano. Há nele duas naturezas, divina e humana, claramente distintas e substancialmente diferentes, mas “inconfundíveis e imutáveis, indivisíveis e inseparáveis”.

            Fazia-se necessário que o Redentor fosse Deus visto que só Deus é capaz de salvar. Por outro lado, se Cristo não tivesse assumido uma natureza humana real não poderia haver salvação já que só um homem poderia ser substituto da humanidade.

5.2. Os Estados de Cristo

Estado de Humilhação.

            Cristo põe de lado a majestade divina e assumir uma natureza humana na forma de servo, submetendo-se às exigências e maldição da lei, assumdo, assim, a culpa daquele que veio redimir. A humilhação de Cristo pode ser vista em sua encarnação, em seu nascimento, em sua Vida Terrena, na humilhação de Sua Morte, no   Sepultamento e, por fim, na descida ao Hades

Estado de Exaltação

            Cristo cessou seus sofrimentos, tendo cumprido a penalidade da lei e adquirido assim justiça meritória. Ele é coroado com Glória de modo que este estado pode ser também chamado de glorificação. A Ressurreição, a Ascensão, o Assentar-se à Mão Direita do Pai e Sua Segunda Vinda.

 

5.3. Os ofícios de Cristo

O Ofício de Profeta:

            De acordo com os termos das línguas originais em que a Bíblia foi escrita o ofício de profeta tem o sentido de falar sob a influência divina, ser porta voz .

            No ministério terreno, Cristo mostrou-se um profeta por excelência. Enquanto, como os profetas do Antigo Testamento, ele se submetia à direção do Espírito Santo, diferentemente deles, ele achava a fonte de todo o conhecimento e poder em si mesmo. A palavra de Deus não vinha a ele; ele mesmo era a Palavra. A atividade profética do Senhor Jesus continua através dos seus apóstolos e ministros e das influências iluminadoras do Espírito Santo. Cristo, revelando o Pai aos seus santos em glória (Jo 16.15; 17.24, 26; Is. 64.4; 1Cr. 13.12). – Assim a obra profética de Cristo será sem fim como o Pai, que ele revela, é infinito.

O Ofício de Sacerdote

            O sacerdote era um homem devidamente apontado por Deus para agir em favor de outros homens no serviço religioso. Ele oferecia tanto ofertas quanto sacrifícios pelo pecado com o propósito de efetuar expiação e reconciliação. O sacerdote tanto fazia sacrifícios como intercedia pelo povo.

            Que Cristo exerce o ofício sacerdotal pode-se depreender de textos tais como o Sl 110.4 onde Cristo é chamado de sacerdote. Ele preenche os requisitos para o ofício uma vez que, sendo homem, foi designado por Deus (Hb 5.4). Seu sacerdócio não é de ordem araônica, mas de Melquisedeque.

            Cristo exerce as funções de sacerdote oferecendo-se em sacrifício a Deus para ser a expiação pelos pecados do seu povo e fazendo contínua intercessão por ele. Com base no sacrifício expiatório Cristo intercede pelo seu povo. Como intercessor Cristo continuamente apresenta seu sacrifício a Deus.

O Ofício de Rei

            Cristo, como segunda pessoa da Trindade, participa naturalmente do governo soberano divino. O reinado de Cristo é seu por direito original em razão da sua natureza divina. Esta realeza pode ser distinguida em duas, uma sobre a igreja de modo especial e uma sobre o universo. Em relação ao universo seu governo é um governo de poder onde ele sustenta, governa e julga o mundo. Já com relação à Igreja é um reino de graça onde Cristo é o fundador, legislador e administrador da sua Igreja na terra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6. SOTERIOLOGIA OBJETIVA E SUBJETIVA

 

            O termo “soteriologia” refere-se à obra da salvação (do grego soteria = salvação), enquanto “objetiva” e “subjetiva” servem para fazer referência a dois aspectos da doutrina da salvação, a cristologia e a soteriologia em si.

            Jesus Cristo conquistou-nos a salvação do pecado e de suas conseqüências, mas tal obra tem valor para o homem somente à media que é aplicada ao seu coração.

 

6.1. Soteriologia objetiva

 

            A respeito da teologia objetiva, faz-se necessária a compreensão da pessoa de Cristo, o Mediador do Pacto da Graça. Não obstante ser uma só pessoa, Ele é Deus e Homem ao mesmo tempo, mistério que está acima da capacidade de compreensão humana (1Tm 3.16). Assim,  Cristo é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem; uma só pessoa, mas duas naturezas,  divina e humana, claramente distintas e substancialmente diferentes, mas “inconfundíveis e imutáveis, indivisíveis e inseparáveis”. A não aceitação dessa doutrina tem sido a responsável por muitas controvérsias doutrinárias e pelo surgimento de heresias quanto a doutrina de Cristo, através dos tempos.

 

            A preexistência atribuída a Jesus (Jo 1.3), a obra da criação (1Co 15.47), a eternidade de Jesus (Jo 17.5), atributos como imutabilidade (Hb 13.8), onipresença (Mt 18.20), onisciência (Jo 2.23), onipotência (Jo 5.17) são atributos e obras divinas aplicados a Cristo, o que torna evidente a divindade de Cristo no Texto Sagrado.

            Vejamos alguns títulos atribuídos a Jesus, indicando sua humanidade: “homem” (1 Tim. 2:5); “filho do homem” (Mat. 13:37); “semente da mulher” (Gen. 3:15); “semente de Abraão”(Atos 3:25); “filho de Davi” (Luc. 1:32) e “nascido de mulher” (Gal. 4:4). O corpo de Jesus apresentava limitações físicas e intelectuais como qualquer homem comum  (Luc. 2:52; Mt 4.2; Jo 4.6-8; Mc 4.36-41; Mt 26.38; Jo 19.28).

            Para assumir o papel de Redentor, o Cristo precisava ser tanto homem quanto Deus. A queda exige um sacrifício e, uma vez que a promessa de morte fora feita ao homem, este sacrifício deveria ser humano. Porém, a comprovada incapacidade do homem em cumprir com os mandamentos de Deus o tornava inábil para esta obra. O sacrifício ofertado em prol do homem deveria ser capaz de dar a sua vida perfeita, imaculada e obediente em substituição, mas voltar a tomá-la. Eis a necessidade de um Redentor também Divino. Assim, compreendemos a necessidade das duas naturezas de Cristo.

 

6.2. Soteriologia subjetiva

 

            Uma vez que essa obra salvífica de Cristo não teria nenhum valor se não fosse aplicada à vida do homem, pelo Espírito Santo, estudamos a soteriologia subjetiva, que estuda  a aplicação da obra da redenção ao povo de Deus.

 

A Ordem da Salvação.

            Sobre este assunto, há os que acreditam ser possível delinear uma ordem bíblica cronológica para a salvação, há os que acreditam que isso é impossível e há os que crêem que podemos traçar uma ordem lógica e não cronológica para a salvação. Esta última abordagem será usada neste estudo.

 

A Vocação

            Vocação é o chamado para a salvação, sendo externa, ou seja, a oferta da salvação em Cristo feita às pessoas e interna, o chamado do Espírito Santo, definida  pelos Calvinistas como vocação eficaz.

 

A Regeneração

            A regeneração é a primeira obra graciosa do Espírito Santo que acontece na vida do homem, e ela é a mais importante obra para a restauração dele porque todas as outras dependem dela.  A palavra em Tito 3.5 e Mateus 19.28. e significa "gerar de novo". O “nascer de novo” tem a ver com a manifestação da vida antes do que com a geração da vida.  No sentido estrito, pode ser definida como a “comunicação da vida, vida espiritual, àqueles que estão mortos, espiritualmente mortos, pelos seus delitos e pecados”.

 

A Conversão

            A conversão é a conseqüência imediata da obra do Espírito do Novo Nascimento. Assim como a fé e o arrependimento são exigidos por Deus da parte do homem, assim, no conceito popular, a conversão é ordenada por Deus para os pecadores distantes dele. A conversão é ordenada porque Deus tem desejos de salvação para os pecadores em geral. Ele quer que os pecadores se voltem para Ele, abandonando seus maus caminhos.

 

            No Antigo Testamento há o convite para o pecador retornar a Deus. Para experimentar os efeitos da graça divina é necessário que o homem se volte para Deus (Joel 2.12-13; Ez 33.11) e há um convite constante nos textos vétero testamentários para este retorno a Deus. A conversão, o texto mostra, é algo absolutamente necessário para que não haja a punição de Deus. Se não houver conversão, as pessoas morrem, isto é, continuam separadas de Deus, e isto para sempre.

            O NT tem três palavras que expressam a idéia de conversão:

  1. Metanoia tem a ver com a vida consciente do pecador. Ela contém a idéia de mudança de nous (mente). É alguma coisa que acontece na mente do pecador, mas nascido no ser mais interior do pecador, que é o coração. Ninguém muda a mente, sem que haja um imperativo interior forte.
  2. Epistrofe aparece em At 15.3, e é traduzida como “conversão”.
  3. Metameleia (Mt 21.32)

 

A Justificação

            Consiste em Deus aceitar o pecador como justo na sua presença, por imputar-lhe a justiça de Cristo.

            A Justificação É Um Ato De Deus, pois Ele declara o pecador justo com base na retidão de Cristo.

            A Justificação É Um Privilégio Do Crente pelo qual ele obtém o perdão dos seus pecados e a sua aceitação por Deus, acesso à Sua presença, a restauração de sua comunhão e o dom da vida eterna.

 

A Adoção

            A doutrina da adoção está fundada em alguns textos da Escritura, especialmente os textos de fonte paulina: (Gl 4.4-7; Rm 8.14-17; Ef 1.4-6). Em cada uma destas passagens temos afirmada a idéia de filiação por adoção, que é uma ilustração muitíssimo clara da graça de Deus.

            A Adoção tem a ver com a Transferência de Domínio, é um ato de transferência de um membro de uma família para outra. Por questão de afirmação da própria Escritura, todos os homens, por causa do seu estado de pecado, são chamados de filhos do diabo. Esta não é uma filiação de direito da parte de Satanás, mas por questão de condição. Eles são filhos do diabo, porque fazem aquilo que é próprio dele, mas Deus os tira da dominação do diabo e os coloca na Sua família, fazendo com que eles se comportem como verdadeiros filhos do seu Pai adotivo. (1Jo 3.8-10)

             A Fé salvadora é a causa instrumental da adoção. É pela fé que o homem é tornado filho de Deus (Jo 1.12-13; Gl 3.26). A fé nunca é base para aspectos soteriológicos, mas sempre um elemento de apropriação ou sendo a causa instrumental para nos apossarmos daquilo que Deus nos dá.

 

A Santificação

            A Santificação é uma obra de Deus (Lv. 20.7,8; Jo.17.27). É Deus quem santifica os seus através da fé em Cristo (I Cor. 1.30; 6.11; 1.2). Esta doutrina está baseada em três fatos pressupostos: União com Cristo: (Rm. 6.1-6,14); Justificação , onde a  fé é o elemento de união entre santificação e justificação; A Adoção (o objetivo maior da obra de Deus), é o fato de sermos adotados que garante a santificação, pois, para sermos levados à condição de filhos santos, não poderíamos continuar imundos.

            Deus é o autor da santificação, o que não significa completa passividade do ser humano no processo, devendo este cooperar com Aquele segundo os meios propostos por Deus (2 Co. 7.1; Cl. 3.5-14; 1 Pe. 1.22). A santificação é uma atividade moral e renovadora, pela qual o pecador é renovado no seu interior e levado a ser cada vez mais conforme à imagem de Deus, sendo, geralmente um processo extenso não concluído nesta vida. (Fl.3.21; Hb.12.23; Ap.14.5; 21.27).

 

            O principal meio usado pelo Espírito Santo para a santificação é a palavra de Deus. A Escritura apresenta todas as condições objetivas para os exercícios e atos santos. Serve para excitar a atividade espiritual apresentando motivos e persuasões, e lhe dá direção mediante proibições, exortações e exemplos (1 Pe.1.22; 2.2; 2 Pe.1.4). Além da Palavra, os sacramentos e a direção providencial são meios para a santificação do crente em Jesus.

            A santificação naturalmente resulta em uma vida de boas obras. Estas podem ser chamadas “os frutos da santificação”, e como tais entram aqui em consideração.

 

A Perseverança

            Significa que de maneira muito especial os que uma vez foram regenerados e eficazmente chamados por Deus para um estado de graça nunca podem por completo cair desse estado e deixar de alcançar a salvação eterna, ainda que podem algumas vezes ser vencidos pelo mal e cair em pecado. A perseverança pode definir-se como: “Aquela contínua operação do Espírito Santo no Crente, mediante a qual a obra da graça divina já iniciada em seu coração é continuada e levada à sua plenitude.”

 

 

 

 

7. PARACLETOLOGIA

 

7.1. Operações do Espírito Santo em geral

            Ao passar da cristologia para o soteriologia, passa-se do objetivo para o subjetivo, da obra que Deus realizou pelo homem em Cristo e que é, em seu aspecto sacrificial, uma obra concluída, para a obra que Ele realiza no correr do tempo nos corações e nas vidas dos crentes, e com a qual eles têm permissão de cooperar, e se espera que o façam.

            A Escritura ensina a reconhecer determinada economia na obra da criação e redenção. O Pai e a criação, o Filho e a redenção, o Espírito Santo e a santificação. O Espírito Santo não somente tem uma personalidade, mas também um método de trabalho; distinto da obra de Cristo, que merece a salvação, a obra do Espírito Santo aplica.

            Cristo satisfez as exigências da justiça divina e mereceu as bênçãos da salvação. Ele continua essa obra, a fim de dar àqueles por quem Ele entregou Sua vida, a posse de tudo quanto mereceu por eles. A obra de aplicação é uma que Cristo realiza por intermédio do Espírito Santo e não pode essa obra ser separada da obra de Cristo, pois tem suas raízes na obra redentora de Jesus Cristo e leva esta à sua completação, e isso não sem a cooperação dos sujeitos da redenção. Cristo mesmo indica a íntima conexão quando se diz: “quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as cousas que hão de vir. Ele me glorificará porque há de receber o que é meu, e vo-lo há de anunciar”, Jo 16.13, 14.

 

 

 

 

 

8. ECLESIOLOGIA

 

8.1. Igreja

 

            Igreja que vem do grego e significa assembléia, multidão, ajuntamento popular. “Igreja” deixou de ser um mero aglomerado de pessoas, para designar a assembléia ou reunião de pessoas para prestar culto à Deus.

            A Essência da Igreja está na comunhão invisível e espiritual dos santos. Igreja é, portanto, a comunidade daqueles que foram chamados por Deus, tendo Cristo como Senhor, Salvador e Rei, e que se expressa através da comunhão, do amor e da união.

            Jesus Cristo fundou a Igreja e a revestiu de necessário poder ou autoridade, sendo ele próprio a cabeça da Igreja, não apenas no sentido orgânico, mas também no sentido administrativo. Ele é o Rei da comunidade espiritual. É em sua capacidade de Rei da Igreja que Ele a revestiu de poder e autoridade. Ele mesmo falou da Igreja como fundada tão solidamente sobre uma rocha que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela, Mt. 16.18; e na mesma ocasião – exatamente a primeira em que Ele fez menção da Igreja – também prometeu dotá-la de poder.

 

8.2. Os Sacramentos: elemento material e elemento espiritual

            Os sacramentos são a Ceia do Senhor e o Batisdmo em águas.

            No batismo a água é o elemento material; na ceia, o pão e o vinho. Estes elementos: água, pão e vinho, representam Cristo e seus benefícios. Ele escolheu esses elementos e não outros.

            Quanto ao elenmento espiritual, o batismo significa, tipifica e representa a purificação dos pecados. A água é símbolo de lavagem interior operada pelo Espírito Santo. A Ceia tipifica e representa a nutrição espiritual. O pão é o símbolo do Corpo de Cristo, partido por nós. O vinho é símbolo de Seu sangue, vertido por nós. Mas o sacramento é mais do que uma representação simbólica, ele é um sinal de graça. A água, pão e vinho consagrados ao Senhor mediante e acréscimo da Palavra e a invocação de nome de Deus, se tornam santificados por Cristo. E assim quando participamos desses elementos, estamos também, espiritualmente participando da morte de Cristo na cruz e de Sua ressurreição gloriosa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9. ESCATOLOGIA

 

 

9.1. Escatologia Individual

 

 

A morte física pode ser descrita como o término da vida pela separação do corpo e da alma. A morte nunca é aniquilamento ainda que seitas assim descrevam a morte do ímpio. A morte física não é a cessação de existência, mas uma interrupção das relações naturais da vida.

Segundo o ensino das Escrituras a morte foi introduzida no mundo da humanidade pelo pecado e como um castigo para o mesmo (Gn 2:17; 3:19; Rm 5:12,17; 6:23; I Co 15:21; Tg 1:15). É uma expressão da ira de Deus (SI 90:7,11), um julgamento (Rm l :32), uma condenação (Rm 5:16), e uma maldição (Gl 3:13). A entrada do pecado no mundo trouxe consigo o reino da morte.

No caso dos crentes a morte não deve ser considerada como castigo pelo pecado mas como a culminação da disciplina que Deus ordenou para a santificação do Seu povo. Serve para humilhar o orgulhoso, mortificar a carne, reprimir o mundanismo e promover a disposição espiritual.

A posição Reformada quanto ao Estado Intermediário da Alma.

A posição usual das igrejas reformadas é que as almas dos crentes, imediatamente após a morte, ingressam nas glórias do céu. A Bíblia ensina que a alma do crente, quando separada do corpo, entra na presença de Cristo. Diz Paulo, Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor. - (2CO 5:8). Aos filipenses ele escreve que tem o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. - (FP l :23). E Jesus ao malfeitor arrependido diz Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. - (LC 23:43)

 

9.2. Escatologia Geral

A Segunda Vinda de Cristo - O Novo Testamento ensina claramente que a primeira vinda do Senhor será seguida pela Segunda. O próprio Jesus se referiu à Sua volta (Mt 24:30; 25:19, 31; 26:64; Jo 14:3). Os Grandes Acontecimentos que Precedem a Segunda Vinda - Alguns acontecimentos deverão ocorrer antes que Cristo venha.

A Vocação dos Gentios - Diversas passagens do Novo Testamento apontam para o fato de que é necessário pregar o evangelho do reino a todas as nações antes da volta do Senhor (Mt 24:14; Mc 13:10; Rm 11:25). Isso não significa que basta enviar um missionário a cada uma das nações da terra, mas também não quer dizer que cada um dos habitantes do planeta tenha que ser evangelizado antes que Cristo venha. As passagens citadas requerem simplesmente que as nações como nações sejam representativamente evangelizadas.

A Conversão de Israel - A Bíblia fala de uma conversão futura de Israel (Zc 12:10; 13:1; n Co 3:15, 16; Rm 11:25-29). Isto não quer dizer que toda a nação de Israel se converterá a Cristo mas que um número significativo de judeus se voltará ao Senhor nos últimos tempos.

A Vinda do Anticristo - O anticristo será alguém que se colocará em oposição a Cristo, como o próprio nome diz. Ele será um indivíduo que se oporá e se exaltará contra tudo que se chama Deus ou objeto de culto, a ponto ostentar-se como se fosse o próprio Deus.

Sinais e Maravilhas - A Bíblia fala de diversos sinais como prenúncios do fim do mundo e da vinda de Cristo. A Escritura fala de guerras, fome, terremotos, perseguição e martírio aos cristãos, aparecimento de falsos profetas e falsos Cristos.

A Segunda Vinda em Si - Depois dos sinais mencionados acima ocorrerá a Segunda vinda de Cristo propriamente dita.

O Tempo da Segunda Vinda - O tempo exato da Segunda vinda de Cristo não pode ser estabelecido. O que a Bíblia diz a respeito do tempo da Segunda vinda é que ela está próxima.

A Maneira da Segunda Vinda - A Segunda vinda de Cristo será:

Uma Vinda Pessoal - A vinda pessoal de Cristo é negada por muitos que dão interpretação figurada aos relatos bíblicos a respeito da Segunda vinda. Isto, no entanto não faz justiça ao ensino das Escrituras e não respeita as regras básicas da hermenêutica.

Uma Vinda Física - Alguns, como os testemunhas de Jeová, afirmam que Cristo já voltou. Sua volta não foi vista porque não foi física, mas espiritual. Isto, no entanto, não expressa o ensino das seguintes passagens: At. 1:11; 3:20, 21; Hb 9:28; Ap 1:7.

Uma Vinda Visível - Uma vez que a volta será pessoal e física ela terá que ser necessariamente visível. A Escritura não deixa dúvida sobre isso: Mt 24:30; 26:64; Mc. 13:26).

Uma Vinda Repentina - Embora tenhamos sinais que precederão a Segunda vinda de Cristo, todavia, ela será repentina (Mt 24:37-44; 25:1-12; I Ts 5:2, 3).

Uma Vinda Gloriosa e Triunfante - Cristo voltará em glória (Hb 9:28). Cristo virá como Rei dos reis e Senhor dos senhores, triunfante sobre todas as forças do mal.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Teologia Sistemática de Louis Berkhof